Procon RJ recolhe álcool em gel de indústria e distribuidores após testes de qualidade

Ação aconteceu após consumidores denunciarem que os produtos comprados estavam com a consistência e cheiro diferentes do normal e o rótulo faltavam informações

Por O Dia

Procon recolhe álcool em gel com problemas na qualidade e rotulagem
Procon recolhe álcool em gel com problemas na qualidade e rotulagem -
Rio - Agentes do Procon RJ fiscalizaram uma indústria, duas farmácias e duas distribuidoras de álcool em gel nas Zonas Norte, Sul e Oeste da cidade nesta quinta-feira. Na ação, 2.141 frascos de álcool em gel foram apreendidos. A operação aconteceu após consumidores denunciarem que os produtos comprados estavam com a consistência e cheiro diferentes do normal e o rótulo faltavam informações. Os resultados da testagem das marcas Biobelly, Bio Hand e Assepticin Gel efetuados pelo laboratório da Fiocruz demonstraram inadequação dos produtos às normas sanitárias vigentes. 
Na farmácia Drogarias Mundial de Jacarepaguá, foi encontrado o álcool em gel Bio Hand à venda. Por medida cautelar, 1750 embalagens desse produto foram recolhidas das prateleiras e sua comercialização suspensa, pois foi constatado problema na rotulagem e no teor de álcool. Na Loja da Enfermaria, na Tijuca, foram recolhidos 105 frascos do Assepticin Gel 70%, fabricados pela Cinord Sudeste Química Ltda, produto que, em determinado lote, apresentou teor de álcool etílico abaixo do limite mínimo permitido nos testes e que continha diversas irregularidades no rótulo.
A fiscalização apurou também que o responsável da Drogaria Brilhante, no Recreio, retirou de venda e de estoque o produto com problemas: o álcool em gel Biobelly. Neste produto o rótulo indicava que possuía 70inpm, quando o laudo da Fiocruz informou que o grau era menor que 63inpm, apresentando vício de qualidade. Esse produto também não tem autorização da Anvisa e ainda é informado no rótulo que é natural mas, segundo o laudo, contém produtos sintéticos. Além disso, não apresentava a informação da composição correta, pois não era mencionado o espessante na embalagem.
Já a Casa do médico, em Copacabana, vendia o álcool Bio Hand, insatisfatório conforme laudo e, por medida cautelar, todos os 286 frascos do produto que estavam nas prateleiras foram recolhidos das mesmas, suspendendo a comercialização e colhendo-se novas amostras daqueles lotes para análise.
Foi constatado na Indústria de Cosméticos Carvalho S/A, terceirizada da Bion Industria Cosmética (Bio Hand) para fabricar o álcool em gel, que não havia produção de álcool de nenhuma marca no momento da fiscalização. No entanto, por medida cautelar, justificada pelas irregularidades apontadas nos laudos, a fábrica foi autuada e proibida de fabricar e comercializar esse álcool até que seja comprovada a realização das adequações às normas técnicas vigentes.
No entanto, o Procon RJ informou que a empresa Bion apresentou laudo técnico de 15 de abril, feito por empresa particular, assinado por um químico, de avaliação reducional de população microbiana em conformidade, que já consta em sede processual. Enquanto o laudo da Fiocruz foi realizado na terça-feira (05) em lote diferente do realizado no laudo apresentado pela empresa.

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