Arma que matou menino em festa teria sido conseguida por ex-militar em conserto de celular

Pedro Vinícius de Souza Pevidor deixou o Exército há alguns meses e trabalhava com reparos de telefone

Por RAI AQUINO

Pedro Vinícius Pevidor foi militar do Exército
Pedro Vinícius Pevidor foi militar do Exército -
Rio - A 66ª DP (Piabetá) quer saber onde Pedro Vinícius de Souza Pevidor, de 21 anos, conseguiu a arma que matou o pequeno Enzo dos Santos, de apenas 4 anos, em Magé, na Baixada Fluminense. O ex-militar do Exército está preso desde domingo, quando atirou no menino na própria festa de aniversário da criança, no bairro Fazenda Sobradinho.
Uma das hipóteses levantada pelo delegado Antônio Silvino, titular da 66ª DP e responsável pelo caso, é que Pedro Vinícius, que deixou o Exercito há poucos meses e trabalha consertando celular, tenha obtido o revólver calibre 38 como moeda de troca durante a prestação de um serviço.
"Ele teria conseguido a arma ou em troca de um telefone ou pelo conserto de um", cogita o delegado.
Nesta terça-feira, durante uma audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Pedro Vinícius teve a prisão temporária convertida em preventiva. Até o momento, ele responde pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e porte ilegal de arma de fogo.
A arma levada para a festa de aniversário estava carregada com duas balas. Uma delas atingiu Enzo.

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Pedro Vinícius Pevidor foi militar do Exército e matou criança em aniversário Reprodução / Instagram
Pedro Vinícius Pevidor foi militar do Exército Reprodução / Instagram
A prisão temporária contra Pedro Vinícius foi convertida em preventiva Reprodução / Instagram
Enzo foi enterrado nesta terça-feira Arquivo Pessoal
DEPOIMENTOS
O corpo de Enzo foi enterrado na tarde de hoje. Amanhã, o delegado quer ouvir novamente os pais do menino. Ele também espera colher os depoimentos de convidados que estavam na festa de aniversário para confrontar as versões.
"Vou ouvir todo mundo de novo, o pai, a mãe, até porque já estão surgindo versões contraditórias. Quero ver se identifico alguém que tenha presenciado o fato em si, o momento do disparo", afirma.
Silvino disse que ao ser preso, Pedro Vinícius não quis falar na delegacia. Já o pai da criança contou ao delegado que viu o menino no colo do ex-militar depois que ele foi baleado.
"Quando o pai perguntou ao Pedro o que tinha acontecido, ele disse que o garoto correu para pegar a arma dele, que caiu e disparou", conta Silvino, dizendo que Pedro teria contado que estava na festa acompanhando outra pessoa que tinha sido convidada.
O delegado espera concluir o inquérito policial em até até 10 dias. Dependendo das informações e provas que conseguir, a tipificação do crime pode mudar.
"Talvez no final, eu faça uma reprodução simulada dos fatos. Mas isso só se não chegar a um denominador comum", cogita.

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