PM alvo da operação contra Escritório do Crime tem arma apreendida

Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o agente

Por RAI AQUINO

Material apreendido foi levado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra
Material apreendido foi levado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra -
Rio - Um PM foi um dos os alvos da Operação Tânatos, que a Polícia Civil e o Ministério Público estadual (MPRJ) fazem nesta terça-feira contra a milícia chamada Escritório do Crime. O militar foi alvo de mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos na Zona Norte do Rio e na Baixada Fluminense.
De acordo com a Polícia Militar, com o agente, que não teve a identificação revelada, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, como notebook, celular e pen drives, um par de algemas, um caderno de anotações e uma pistola com dois carregadores. 
Corregedoria Geral da PM acompanhou os mandados contra o policial.
MATADORES DE ALUGUEL 
A Operação Tânatos foi deflagrada para prender líderes do Escritório do Crime e cumprir vários mandados de busca e apreensão contra outras pessoas envolvidas com o grupo paramiliar. O bando é formado por policiais e ex-policiais matadores de aluguel e age há mais de 10 anos, principalmente na Zona Oeste. Eles são contratados para executarem desafetos de outras organizações criminosas.
Um dos crimes praticados pelo grupo foi a morte de Marcelo Diotti da Mata, assassinado no mesmo dia que a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Gomes, 14 de março de 2018, no estacionamento de um restaurante na Barra da Tijuca. Diotti já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis e era visto como desafeto pelos milicianos.
O Escritório do Crime chegou a ser investigado pelas mortes de Marielle e Anderson. O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, acusados pelo duplo homicídio, tinham ligação com o bando.

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Material apreendido foi levado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra Reginaldo Pimenta / Agência O DIA
Material apreendido foi levado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra Reginaldo Pimenta / Agência O DIA

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