Menino de 7 anos morre ao ser baleado na cabeça na Baixada

Ítallo Augusto de Castro de Amorim estava brincando no portão de casa com amigos, quando foi atingido

Por RAI AQUINO

Criança foi baleada na noite desta terça na porta de casa
Criança foi baleada na noite desta terça na porta de casa -
Rio - Um menino de sete anos morreu, na noite desta terça-feira, depois que foi atingido por uma bala perdida na cabeça em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com familiares, Ítallo Augusto de Castro de Amorim estava brincando no portão de casa, no bairro Éden, com amigos quando foi atingido, por volta das 21h.
O menino chegou a ser socorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, mas não resistiu aos ferimentos.
Uma familiar, que não quis se identificar, contou ao DIA que o tiro que atingiu Ítallo foi dado por um ladrão conhecido na região. O criminoso atirou contra uma viatura da Polícia Militar que estava no local. Ele teria sido morto momentos depois por traficantes locais.
A PM confirmou a versão do familiar, dizendo que no momento em que Ítallo foi baleado, agentes do 21º BPM (São João de Meriti) que estavam patrulhando a região foram atacados por um homem que estava em uma moto, na Rua Ceci. Ele fugiu depois que fez os disparos.
"Não houve reação da equipe policial. A viatura foi perfurada na ação criminosa. Ao cessar a situação, foi informado que uma criança havia sido ferida. Os policiais apoiaram o socorro, que estava sendo feito pelas pessoas do local", a PM disse, em nota.

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Criança foi baleada na noite desta terça na porta de casa Arquivo Pessoal
Criança foi baleada na noite desta terça na porta de casa Arquivo Pessoal
Criança foi baleada na noite desta terça na porta de casa Arquivo Pessoal
 
A morte de Ítallo é investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que fez uma perícia no local e já ouviu moradores e testemunhas.
"A unidade apura ainda se a morte de um homem em Mesquita tem envolvimento com o fato. Segundo depoimentos, ele seria o responsável pelos disparos que atingiram a criança. Por enquanto nenhuma linha de investigação é descartada", a Polícia Civil acrescentou, em nota.
Familiares e amigos estão inconformados com o caso.
"Uma criança cheia de saúde, alegre. Que mundo é esse que estamos? Quando uma mãe chora, todas choram juntos. Deus, conforte o coração da minha família, principalmente da minha tia", pediu um primo da criança, pelas redes sociais.
"Volta, priminho! Diz que isso é só um pesadelo e tudo vai voltar", lamentou outro parente.
"Até quando vidas inocentes serão ceifadas pela violência? Até quando, meu Deus?", questionou mais um.
A Secretaria estadual de Vitimados (Sevir) informou que ofereceu auxílio social e psicológico à família de Ítallo.
"A equipe de Assistência Social da Sevit também está auxiliando os parentes quanto à viabilização do sepultamento da criança. A pasta segue acompanhando o caso", a secretaria disse, em nota.

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