Hospital de campanha de Casimiro de Abreu, no interior do Rio, é desmontado antes mesmo de ser inaugurado

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que planeja pactuar a utilização de leitos na rede privada de saúde

Por O Dia

Assim como o hospital de campanha de Campos dos Goytacazes, a unidade de Casimiro de Abreu, no interior do Rio, também teve a sua estrutura desmontada antes mesmo de ser inaugurada. Após meses de atraso para ser entregue, o governo divulgou que somente os hospitais de Duque de Caxias, Nova Friburgo e Nova Iguaçu serão concluídos.

Tanto em Casimiro de Abreu quanto em Campos dos Goytacazes, caso haja necessidade de ampliar os leitos de atendimento dos pacientes com Covid-19, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que planeja pactuar a utilização de leitos na rede privada de saúde. As negociações já foram iniciadas para realizar este acordo.

Apesar destas duas unidades terem sido desmontadas, o secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Alex Bousquet, afirmou que os hospitais de campanha não vão parar. “Mesmo com o contrato com a OS judicializado, estamos mantendo a assistência à população nas unidades Maracanã e São Gonçalo, e vamos concluir as unidades da Baixada Fluminense e da Região Serrana. Em uma retomada do crescimento dos números da epidemia, estaremos a postos para expandir a oferta”, afirmou Bousquet, ressaltando que, com a decisão, o Governo do Estado está economizando R$ 500 milhões no contrato com Iabas, que tinha valor inicial de R$ 835 milhões e foi revisto para R$ 770 milhões.

De acordo com o balanço da Secretaria Estadual de Saúde, o Rio de Janeiro possui 10.332 mortes por conta da pandemia do novo coronavírus e 116.823 casos confirmados. Casimiro de Abreu possui 10 mortes e 362 casos confirmados da doença.

O DIA procurou o Iabas, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

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