'Cidadão não. Engenheiro civil': Mulher constrange fiscal para defender aglomeração

Grupos de cariocas seguem desrespeitando determinações e se aglomerando para beber em meio à pandemia

Por O Dia

Mulher ofendeu superintendente da Educação e Projetos da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro
Mulher ofendeu superintendente da Educação e Projetos da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro -
Rio - Funcionários da Vigilância Sanitária foram constrangidos por realizar seu trabalho de fiscalização em bares do Rio de Janeiro neste final de semana. Ao todo, foram 132 multas aplicadas em estabelecimentos.  
Em uma reportagem exibida neste domingo no Fantástico, uma mulher ofende o superintendente da Educação e Projetos da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, Flávio Graça. Após ele chamar seu marido de cidadão, uma mulher dispara: "Cidadão não. Engenheiro civil formado. Melhor do que você!". Graça é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). 
“Dá vergonha de ser carioca quando a gente vê outras pessoas com esse comportamento. E nos deixa triste porque todo mundo quer sair dessa pandemia, e a gente sabe que este tipo de comportamento pode fazer a gente ter uma regressão. O equivoco deles era tão grande que eles estavam tentando coibir uma fiscalização que no final descobriu lá dentro mais de 80kg de carne vencida que estava sendo comercializada para eles. Eles estavam comendo carne vencida e pagando por isso. Se fosse de graça, já era errado. Eles estavam pagando, pagando caro, pois Olegário Maciel é um nível de poder aquisitivo alto. É uma sucessão de erros. O sentimento que me dá é, como se fala hoje em dia: vergonha alheia. É o que mais move qualquer um que vê aquele vídeo”, afirmou o carioca Flávio Graça, de 53 anos.
Após a veiculação da reportagem no Fantástico, a entrevista rapidamente viralizou e gerou revolta de internautas nas redes sociais, assim como outros episódios em que fiscais foram destratados por pessoas que violavam recomendações médicas e sanitárias em áreas nobres da cidade. Na noite de sexta, pessoas que estavam bebendo na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, chegaram a cantar música em coro para zombar da fiscalização.
Após o episódio, a mulher foi demitida de seu emprego na Taesa, uma empresa de transmissão de energia elétrica.
O Rio de Janeiro tem mais de 10 mil mortes por coronavírus, com a maior parte dos casos concentrados na capital. O índice de letalidade da doença no Estado está em 8,79%, segundo o último boletim.

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