STJ nega habeas corpus para Edmar Santos, ex-secretário de Saúde

Decisão foi assinada pela vice-presidente da Corte, a ministra Maria Thereza de Assis Moura

Por O Dia

Edmar Santos, ex-secretário de Saúde
Edmar Santos, ex-secretário de Saúde -
Rio - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus ao ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos, nesta quarta-feira. A decisão liminar foi assinada pela vice-presidente da Corte, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, após o ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ, se declarar impedido para julgar o caso.
Preso na última sexta-feira em investigação que apura desvio de recursos na compra de respiradores para combate ao novo coronavírus, o ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, firmou um acordo delação de premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) e entregou um conjunto de provas materiais envolvendo o governador Wilson Witzel no esquema de corrupção, segundo as informações da coluna "Radar", no site da revista Veja.
O Ministério Público estadual (MPRJ) apreendeu a mesma quantia em endereços ligados a Edmar Santos, durante um desdobramento da Operação Mercadores do Caos, que levou a prisão do médico anestesista. Desse total, cerca de 7 milhões estavam em reais e o restante em dólares americanos, euros e libras esterlinas.
Os agentes só terminaram de contar o valor na madrugada deste sábado. Eles contaram com máquinas de contar cédulas, emprestadas pelo Banco do Brasil. Um funcionário do banco ficou à disposição para que o valor fosse depositado em uma conta judicial, mesmo depois do horário do expediente bancário.
O MPRJ disse ainda que os valores foram entregues "espontaneamente por um dos investigados, que estava acompanhado de seu advogado". Na casa de Edmar, em Botafogo, os agentes encontraram cerca de R$ 5 mil.
Edmar Santos foi preso nas primeiras horas da manhã da última sexta-feira em seu apartamento em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Ele é apontado como chefe de uma organização criminosa que desviou 36.922.920,00 dos cofres públicos do estado durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Depois de ser levado para a Cidade da Polícia, no fim da manhã, ele foi encaminhado ao Batalhão Prisional Especial (BEP) da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana do estado. O médico anestesista deu entrada na unidade já na parte da tarde, onde está sozinho em uma cela.

Comentários