Sepe e governo do Estado devem chegar a consenso em 1 de outubro

Decisão foi tomada em audiência de conciliação entre Sepe e governo do Estado, coordenada pelo presidente do TJRJ

Por Julia Noia*

Reunião tratou da data de retomada das aulas presenciais
Reunião tratou da data de retomada das aulas presenciais -
A Secretaria Estadual de Educação e o Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (Sepe) terão até o dia 1 de outubro para chegarem a um acordo sobre a retomada de aulas presenciais na rede estadual do Rio sem que haja a perda de calendário escolar. A decisão foi tomada durante audiência conciliatória realizada ontem com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o desembargador Claudio de Mello Tavares. Até a próxima audiência, fica valendo o decreto publicado em 13 de agosto, com a retomada presencial em 5 de outubro nas escolas públicas.
Para o Sepe, o saldo da audiência foi positivo dado que o desembargador também compreendeu que ainda é cedo para o TJRJ bater o martelo sobre a reabertura em 5 de outubro e, ainda segundo eles, o secretário de Educação, Pedro Fernandes, destacou que, caso haja aumento do número de casos, as escolas podem voltar a fechar. "A gente sempre torce para que a pandemia diminua e as pessoas voltem à sua vida normal. O que não podemos admitir é que as pessoas retornem com a pandemia em alta. Pelo que estamos vendo, daqui a um mês, a situação não vai estar controlada", destaca Gustavo Miranda, coordenador-geral do Sepe. 
A posição do sindicato, que coordena a greve de profissionais da educação após a reabertura de escolas para equipes gestoras e de limpeza, reforça que, pedagogicamente, não vai ajudar o estudante por conta da reabertura parcial, e que não vale a pena porque coloca a vida da população e dos estudantes em risco. A data para a possível reabertura das instituições poderá ser revista na próxima audiência.  
O desembargador Claudio de Mello Tavares destaca que a reunião procurou conciliar as partes para que haja um retorno seguro às aulas presenciais, sobretudo com atenção às pessoas humildes e crianças com dificuldades de estudar em casa. Já o secretário de Educação, Pedro Fernandes, reiterou que, para haver a retomada, o estado deve estar em bandeira amarela por, pelo menos, duas semanas para que seja possível traçar um plano consolidado de retorno presencial.
Estagiária sob supervisão de Gustavo Ribeiro

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