Desembargador Marcos Pinto da Cruz - Internet / Reprodução
Desembargador Marcos Pinto da CruzInternet / Reprodução
Por O Dia
Rio - O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Marcos Pinto da Cruz, foi afastado das funções administrativas na tarde desta quarta-feira suspeito de integrar esquema que também afastou Wilson Witzel do governo do Rio. Na sexta-feira (28), Marcos foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Tris in Idem, que foi cumprido em seu gabinete no prédio do TRT no Centro do Rio.
Para os procuradores, o esquema beneficiaria Organizações Sociais (OSs) que tinham valores a receber do Estado por serviços prestados em anos anteriores, chamados de “restos a pagar”.
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Procurada pelo DIA, o TRT informou que o afastamento ocorreu por dever de cautela "até que se obtenha o completo esclarecimento dos fatos divulgados recentemente nos meios de comunicação".
'CAIXINHA DA PROPINA'
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O MPF apontou que os investigados criaram uma "caixinha da propina" para receber recursos financeiros através do direcionamento de licitações envolvendo organizações sociais (OSs). A "caixinha" era abastecida pelas OSs e seus fornecedores através da cobrança de propina sobre os pagamentos a empresas fornecedoras do estado. Políticos e funcionários da Secretaria de Saúde eram pagos mensalmente pela organização criminosa. 
Um dos contratos suspeitos foi firmado entre o governo do estado e o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) para a gestão dos hospitais de campanha durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). As investigações apontaram que a OS possui ligação com grupos que controlam a Saúde do estado, contribuindo também para a "caixinha da propina".
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Como funcionava o esquema:
A Alerj repassava as sobras dos recursos repassados para a conta única do tesouro estadual, dessa conta única, os valores dos duodécimos "doados" eram depositados na conta específica do Fundo Estadual de Saúde. De lá, eram repassados para os fundos municipais de Saúde de municípios indicados pelos deputados. Os parlamentares, por sua vez, recebiam de volta parte dos valores
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