'Homem do dinheiro' de Witzel tem prisão preventiva

José Carlos de Melo é apontado como um dos chefes dos grupos que realizavam operações ilícitas e praticava desvio de verbas

Por O Dia

Empresário se entregou no dia 31 de agosto e permanecerá preso
Empresário se entregou no dia 31 de agosto e permanecerá preso -

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decretou a prisão preventiva do empresário José Carlos de Melo, ex-pró-reitor da Universidade Iguaçu (Unig). Ele é um dos investigados na Operação Tris in Idem, que levou ao afastamento do governador Wilson Witzel (PSC). Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu a conversão da prisão temporária em preventiva, ele é considerado o 'homem do dinheiro'.

A informação foi confirmada pelo G1. Antes da prisão temporária, o empresário chegou a ficar foragido por três dias. Porém, em 31 de agosto ele se entregou à Polícia Federal. De acordo com a Procuradoria, Melo era chefe de um dos três grupos do esquema de desvio de verbas no governo do Rio e realizava operações de lavagem de dinheiro.

Na sexta-feira, o ministro também converteu a prisão do Pastor Everaldo de temporária para preventiva, atendendo a um pedido da PGR. Ele foi citado na delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio, como uma pessoa influente na área da Saúde do governo e foi preso por corrupção.

Em nota, o Pastor Everaldo informou que está sendo alvo de uma delação mentirosa e reitera que sempre esteve à disposição das autoridades. O PSC considera desnecessária a prisão de Everaldo. Enquanto isso, o ex-senador Marcondes Gadelha segue na presidência do partido.

PEDIDO AO TOFFOLI

A defesa de Wilson Witzel recorreu ao presidente do STF, Dias Toffoli, para tentar reverter a suspensão ao cargo. Os advogados criticam na petição o afastamento sem que o chefe do Executivo do Rio pudesse apresentar suas alegações e ser ouvido pelas autoridades. 

"Nenhum elemento concreto e específico apto a sustentar a gravíssima decisão monocrática de afastamento de um governador que sequer responde a processo criminal, que sequer foi ouvido, não sendo demais insistir que, desde a decretação de busca e apreensão há três meses, nenhum comportamento inadequado foi atribuído a este governador, que não apenas exonerou todos os secretários mencionados na decisão questionada, como vem se comportando com inquestionável respeito, lealdade e boa-fé no contexto das investigações", afirmou a defesa de Witzel.

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