Morador teve que proteger o filho do animal - WhatsApp O DIA (21-98762-8248)
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Por RAI AQUINO
Publicado 21/09/2020 10:40 | Atualizado 21/09/2020 11:33
Rio - Um homem foi atacado por um cachorro da raça pitbull quando estava com o filho de três anos no colo, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Leandro Cabral, de 34 anos, estava conversando com o dono do animal, exatamente sobre o risco que ele poderia causar aos moradores do condomínio onde mora, no fim da tarde de sexta-feira, quando o cão avançou sobre ele e seu filho.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo DIA mostram o momento do ataque. O cachorro pula sobre o corpo de Leandro para alcançar a criança. Pelo menos cinco pessoas tentam conter o animal, inclusive o dono, sem sucesso.
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Leandro afirmou que, após o ataque, percebeu que tinha um arranhão de 15 cm na perna, sem saber se foi por mordida ou por atrito com a pata do pitbull. Apesar da agressividade do cachorro, que avançou sobre outras pessoas, ninguém mais ficou ferido.
"O cachorro vive em uma casa com um cercadinho muito baixo e fui falar exatamente sobre os riscos dele ser mantido naquelas condições. Ali é um condomínio residencial, com muitas crianças. Falei que aquela situação estava me preocupando, quando o cão pulou em cima de mim", conta Leandro.
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'TRAGÉDIA ANUNCIADA'
De acordo com o morador, o animal vive há cerca de dois meses na residência. O próprio condomínio alertou o dono, no início do mês, sobre a preocupação dos moradores. O dono do cão teria garantido que ele é adestrado e dócil e que assumiria "toda responsabilidade sobre qualquer dano" que o pitbull pudesse causar.
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"Era uma tragédia anunciada. Eu podia hoje estar no enterro do meu filho", conta Leandro, dizendo que o dono do animal teria agido com ironia após o ataque. "Ele riu para a minha esposa. Minha esposa gritando e chorando, meu filho chorando desesperado, e ele ficou rindo para a minha mulher, dizendo que não foi nada", relembra.
Leandro decidiu procurar a delegacia logo depois e registrou o ataque na 35ª DP (Campo Grande). O dono do animal foi atuado por omissão de cautela na guarda ou condução de animais, que prevê até dois meses de prisão ou pagamento de multa.