Setembro Amarelo conscientiza a população sobre prevenção ao suicídio - Reprodução internet
Setembro Amarelo conscientiza a população sobre prevenção ao suicídioReprodução internet
Por O Dia
Rio - A Assembleia Legislativa do Rio de Aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei que determina a criação de programas de prevenção ao suicídio e promoção do direito aos serviços de saúde mental para pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo e também para portadores de HIV no Estado do Rio de Janeiro. O texto tem autoria da deputada Renata Souza (PSOL).

O projeto complementa a lei estadual de prevenção ao suicídio. O suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 17 a 19 anos, segundo o Ministério da Saúde. Mais de 800 mil pessoas chegam a morte por suicídio no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo a segunda causa de morte.

“O aumento de suicido na população LGBTQ+ representa, não só a ausência de amparo familiar, mas também amparo social e institucional. O preconceito, as humilhações e os constrangimentos que o estigma e a discriminação tem sido apontado como importantes obstáculos no acesso desse segmento social a serviços de prevenção e cuidados", destacou a deputada Renata Souza.

Estudos revelam que pessoas LGBT+ têm maior risco de sofrer de ansiedade e depressão, de uso abusivo de substância lícitas e ilícitas e também maior risco de suicídio, quando comparados com a população cis e heterossexual. Sobre as várias causas que levam ao suicídio, a marginalização, a exclusão e o descaso por parte da sociedade, a rejeição, LGBTfobia, estigma e violência são fatores que contribuem para que essa população tenha risco aumentado em sua saúde física e mental em relação ao restante das pessoas.