“É o cumprimento daquilo que esperamos, que é a justiça. Eles (os policiais) falaram que fizeram a pericia, mas deixaram muito rastro, que os peritos estão encontrando com o Ministério Público. Estou com sede de justiça. Eu e minha família estávamos esperando essa reprodução. E chegou o grande dia. Sei que muitas lutas ainda virão, mas estamos no caminho certo”, desabafa Neilton da Costa Pinto, que durante toda a ação está com uma camiseta com o rosto do filho estampado e a frase ‘Eterno João Pedro’.
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Neilton conta cada dia sem a companhia do filho a dor só aumenta, a saudade também. “É muito difícil você passar tudo que estou passando sem poder fazer nada. É buscando a força em Deus. É o que eu tenho feito, eu e a minha família, creio que no final tudo vai dar certo. É o que a bíblia fala: ‘o choro dura uma noite, mas tenho certeza que a minha alegria vai chegar’. Um dia ainda vou voltar a sorrir, eu e minha família”, espera ele.
Amigos de João Pedro aproveitaram a reprodução simulada para fazer um protesto pacífico com cartazes em homenagem ao garoto. “Isso é muito gratificante. Meu filho deixou uma amizade, um legado, e isso é algo muito bom. Isso que eu vou querer guardar dentro de mim, a alegria, a amizade dele, o quanto ele era querido, só coisas boas. Isso que vou guardar dentro de mim”, diz Neilton.
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“Meu sonho é que a justiça venha ser feita, da melhor forma, para que os verdadeiros culpados venham ser punidos de acordo com a lei”, torce ele.
Para Fábio Amado, coordenador de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), é importante uma atuação em conjunto tanto da Polícia Federal quanto da Polícia Civil para que se possa chegar à verdade dos fatos. “A pessoa que disparou e os responsáveis precisam ser identificados e responsabilizados por essa morte tão cruel. É fundamental que haja uma integração entre as policias e uma cooperação para a família do João Pedro e a sociedade saibam o que realmente aconteceu”, defende Amado.
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Segundo o coordenador de Direitos Humanos da DPRJ, essa reprodução simulada dos fatos traz a possibilidade de avaliação de todas as versões que foram apresentadas. “Afastando as que não têm possibilidade de serem verdadeiras e trazendo maior luz para que o inquérito seja encerrado e seja oferecida denuncia para o ou os responsáveis”, afirma ele.