Comissão de Transportes da Alerj pede suspensão da redução na circulação da SuperVia
Nesta quinta-feira, a SuperVia deu início às reduções na grade operacional de todos os ramais. Segundo a concessionária, o objetivo é adequar a operação dos trens à atual demanda de clientes
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"Usar a pandemia para justificar a redução do número de composições e ajustes nos horários é covardia. Esse problema de superlotação já vem de longa data e sempre foi cobrado pela comissão e pelos usuários. Fala-se tanto em reduzir a aglomeração de pessoas devido a covid-19, mas com essa decisão desastrosa, fica claro que a empresa não está preocupada com isso e sim em faturar; já que empresário não faz caridade. Fica a pergunta: Quem vai fiscalizar a aglomeração e o uso de máscara e álcool em gel nas plataformas e composições? Essa responsabilidade é da SuperVia", questionou Dionísio Lins.
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Na representação, o deputado pede que caso as determinações não sejam cumpridas, que a concessão da SuperVia seja suspensa e até cassada por descumprimento de cláusulas contratuais.
SuperVia precisará se explicar
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Na manhã desta quinta, Dionísio Lins, encaminhou um requerimento de informações onde pediu cópia do contrato de concessão, a grade de horários e o número de composições existentes e que estejam em funcionamento.Ele explicou ainda que, apesar que haver cláusulas contratuais, antes de alterar horários e reduzir o número de vagões, seria correto que a direção da empresa realizasse e divulgasse um estudo técnico sobre o impacto que isso causaria aos milhares de usuários que precisam se locomover de casa para o trabalho e vice-versa diariamente. Para ele, os usuários devem estar em primeiro lugar e não devem pagar essa conta.
"Os moradores de bairros e regiões mais distantes têm o trem como um transporte rápido de locomoção e dentro de sua realidade financeira. Imagine se eles tiverem que pegar um ou dois ônibus para concluir a viagem? Chega de querer levar vantagem sobre uma parte da população menos favorecida e que viaja todos os dias em composições sujas é sem segurança", finalizou.
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Em nota, a SuperVia informou que "não foi notificada sobre a representação, mas prestará todos os esclarecimentos eventualmente solicitados". Confira a nota na íntegra:
"A SuperVia informa que não foi notificada sobre a representação, mas prestará todos os esclarecimentos eventualmente solicitados.
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A empresa esclarece que a nova grade de horários, implementada a partir de hoje (5/11), foi elaborada para adequar a operação à demanda de clientes, que caiu 40% em relação ao número de passageiros transportados antes da pandemia. Além disso, a adequação busca manter a sobrevivência financeira da concessionária já que a tarifa arrecada pela empresa é a principal fonte de custeio da Concessão.
A empresa reforça que a nova grade mantém a taxa de ocupação das composições e a frota operacional disponível dentro dos limites estipulados pelo Estado e fiscalizados pela Agetransp, e que continuará cumprindo todos os decretos estaduais e a legislação vigente".