Menino Henry Borel
Menino Henry BorelRedes Sociais
Por O Dia
Rio - Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, publicou na manhã deste domingo (28) um longo desabafo em seu perfil no Instagram. No texto, o engenheiro fala sobre a omissão a maus tratos que crianças sofrem, sem o devido conhecimento dos pais. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do menino, encontrado em casa, na Barra da Tijuca, com hematomas e lesões relativas a agressão, no último dia 8. No momento da morte, ele estava em casa com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho.
"Está muito difícil saber que não vou poder abraçar meu filhinho mais um dia. Precisamos entender o propósito de Deus com a morte do meu anjo Henry. Já falei para alguns que o propósito pode ser para minha vida, para sua, para outras famílias ou para todas as crianças do nosso Brasil. Henry era um anjo, perfeito, lindo...Mas quantas crianças podem estar sofrendo (ou já sofreram) maus tratos no Brasil?", escreve o pai de Henry. "Não podemos deixar que o sentimento de impunidade prevaleça. A omissão de maus tratos a criança hoje pode levar a diversos problemas no futuro, desde problemas psicológicos para a criança até a morte de outras crianças", completa.
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Na última sexta-feira, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de parentes do vereador Jairo Souza, o Dr. Jairinho. Agentes estiveram nas casas do pai do parlamentar e dos avós maternos do menino Henry, em Bangu, Zona Oeste do Rio, e também na casa do pai da vítima, Leniel Borel, no Recreio. O apartamento em que Henry vivia com a mãe e o padrasto também foi interditado. 
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Durante a operação, a polícia apreendeu pelo menos cinco celulares, além de computadores. Na casa do pai, Leniel, foral levados um notebook e dois celulares.
Mensagens mostram relato angustiante de ex-namorada do Dr. Jairinho
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Prints das mensagens enviadas pela ex-namorada do médico e vereador Dr. Jairinho ao pai do menino Henry, Leniel Borel, na semana passada, foram obtidas pelo DIA e viraram objeto de investigação da Polícia Civil. Nas mensagens, a mulher se mostra arrependida de não ter denunciado o vereador na época em que ela e sua filha, com quatro anos na ocasião, teriam sido vítimas de agressões.
A primeira mensagem foi enviada por volta de 12h: "Oi, você é o pai dele? Eu preciso falar com você se você for o pai dele. Primeiro os meus pêsames pelo acontecido. Eu sinto muito, muito mesmo." Em seguida ela começa a expor o que teria vivido durante os dois anos de relacionamento com Jairinho. "Eu fui negligente quando isso aconteceu com a minha filha. Mas eu tive muito medo. Muito mesmo. Ele é ruim, mal, maluco". O pai de Henry responde em seguida: "Acho que juntou dois malucos. Meu filho era um anjo".