Foto de Maria Laura.
Foto de Maria Laura.Reprodução/Redes Sociais
Por O Dia
Rio - Após lutar por sua vida e pela vida de sua filha, a jovem Maria Laura Prucoli, de 23 anos, morreu neste domingo (18), devido a falta de um medicamento do 'kit intubação' no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixa Fluminense. Maria Laura havia dado entrada na unidade com sintomas de covid-19 no dia 29 de março.
Cinco dias depois da internação, por conta de febre pressão alta, os médicos precisaram realizar um cesárea de emergência para salvar a mãe e o bebê. Após o parto, o estado de saúde de Maria Laura se agravou.
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A jovem precisou ser intubada e a família, por outro lado, denunciava a falta de medicamentos dentro do hospital, como o bloqueador neuromuscular. Segundo os parentes, foi necessária a quantia de R$ 11 mil para tentar comprar o remédio, sem sucesso. 
A bebê, registrada como Lavínia Prucoli dos Santos, nasceu bem e saudável, mas também foi contaminada com covid-19 e precisará ficar internada. O estado de saúde de Lavínia é considerada estável.
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Nas redes sociais, parentes e amigos de Maria Laura escreveram textos e postaram fotos em homenagem à memória da jovem mãe.
"Sei o quanto gostava de flores e suculentas. Essa e uma pequena forma de homenagem. Minha menina, que Deus lhe dê a luz e o descanso eterno. Te amarei eternamente", escreveu um parente, com uma foto da flor favorita de Laura.
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"Nossa dor é imensurável! Mas a certeza de que Deus sabe o que é melhor para cada um nós! E assim o fez, recolheu nossa eterna Maria Laura Prucoli. Pedimos ao pai das misericórdia que nos fortalece nesse momento de tanta dor... Nossa gratidão a todos que junto a nossa família estávamos em corrente de oração! Continuamos clamando ao nosso Deus que interceda por todos", afirmou outro integrante da família da jovem.
Questionada sobre a falta do medicamento na unidade, a direção do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN) informou que a paciente Maria Laura Prucolli morreu às 5h deste domingo (18) em decorrência de complicações da covid-19. A unidade informou ainda que "não procede a informação de falta de sedativos na unidade e nem que esta seria a causa do óbito".

"Vale ressaltar que, desde a entrada da paciente na unidade, no dia 29/03, todas as condutas médicas foram tomadas para garantir qualidade e segurança na assistência. As informações clínicas de evolução do quadro eram passadas diariamente aos familiares para acompanhamento do caso. A direção do HEAPN se solidariza com a família da paciente e com as de todas as demais vítimas da Covid-19. E reitera que sua equipe continua prestando a melhor assistência a todos os pacientes atendidos na unidade", disse a direção do hospital, em nota.