Foram apreendidos uma pistola Glock com carregador alongado, dois coldres para armazenamento da arma e uma arma de choque
Foram apreendidos uma pistola Glock com carregador alongado, dois coldres para armazenamento da arma e uma arma de choqueDivulgação
Por O Dia
Rio - A Força Tarefa do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), através dos policiais civis da Delegacia de Polícia Interestadual - Divisão de Capturas (DC-Polinter), prenderam em flagrante, nesta quinta-feira (29), dois milicianos que atuavam no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, obrigando os empresários e moradores da região a pagarem uma "taxa de segurança" para que não fossem roubados. Magno de Moura Mattos e Felipe Silva de Oliveira foram presos pelos crimes de formação de milícia privada e porte de arma de fogo de uso proibido. A ação foi realizada após trabalho de inteligência e investigação, sob coordenação do delegado titular Mauro Cesar e do delegado assistente Kristiano Jotta.
Segundo as investigações, um homem conhecido como Geronimo seria o responsável pela implementação de uma milícia privada no bairro de Bonsucesso. Ele fazia o contato com os comerciantes e moradores, exigindo o pagamento de uma quantia mensal, chamada de "taxa de segurança", para que não acontecessem roubos no local. Quem não pagasse, sofreria as consequências.
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Ao serem presos, os Magno e Felipe confirmaram que quem comanda a milícia da área, sob o nome de "segurança", é Geronimo. Ele também seria o responsável pelo pagamento à dupla presa.

Com os milicianos foram apreendidos uma pistola Glock com carregador alongado, que era utilizada pelos dois, que se revezavam nos turnos da segurança na área. Além disso, foram apreendidos dois coldres para armazenamento da arma e uma arma de choque.
Um dos milicianos chegou a confessar que se fazia passar por policial, justamente para impor mais medo aos moradores e comerciantes do local.

Eles foram presos em operação policial sem confronto com os agentes e serão encaminhados à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), onde ficarão à disposição da Justiça. Segundo a polícia civil, as investigações vão continuar, para que os demais envolvidos na milícia privada sejam identificados.