Investigações do MPRJ revelaram que o vereador teria promovido, constituído, financiado e integrado uma organização criminosa dedicada à prática de corrupção passiva, uso de documento falso e estelionato.
O parquet fluminense relata que, já em contato com os despachantes, dos empresários era cobrada, em média, a quantia de R$ 5 mil, além das taxas. Parte dos valores era pago diretamente ao então chefe de Gabinete do prefeito André Granado, Lorram Gomes da Silveira, para que 'agilizasse a burocracia' e emitisse os documentos de forma célere e com inobservância da ordem cronológica de conclusão. Parcela menor era cobrada pelos próprios despachantes, a título de serviços prestados.
Lorram também foi vereador de Búzios entre 2009 e 2016. Exerceu ainda o cargo em comissão de chefe de gabinete entre novembro de 2018 e maio de 2019, período em que foram praticados os delitos. Lorram já foi preso, em outubro de 2019, na operação Plastografos I.