Henry Borel
Henry BorelReprodução internet
Por Yuri Eiras, BRUNA FANTTI E ANDERSON JUSTINO
Rio - A troca de mensagens entre a babá de Henry, Thayná Ferreira, e o noivo, foram fundamentais para que a investigação concluísse que houve pelo menos três episódios de torturas ao menino Henry Borel, de quatro anos, até sua morte no dia 8 de março. Em um deles, a babá contou, em depoimento, que Henry chegou a rasgar sua roupa ao agarrá-la com força para não entrar no quarto junto com o padrasto, Dr. Jairinho. Depois, o vereador deu R$ 100 para Thayná comprar uma nova blusa.
"Ela chegou a comentar com o noivo que o menino chegou a rasgar a blusa dela, desesperado para não ir para o quarto com o padrasto. Depois, este deu uma importância de R$ 100 para ela" contou o delegado titular da 16ª DP (Barra), Henrique Damasceno, durante coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, na manhã desta terça-feira (4).
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O delegado também lembrou uma outra passagem contada por Thayná: a babá teria percebido Jairinho tampando a boca de Henry enquanto estavam juntos no quarto, em um episódio de agressão ocorrido em fevereiro. "Parece estar tampando a boca do menino, uma doideira de verdade", escreveu a babá em uma troca de mensagens. Ela teria ouvido o menino dizendo 'eu prometo' para Jairinho, o que, segundo as investigações, corrobora a tese de que o vereador ameaçava Henry caso ele contasse das agressões para a mãe.
"O padrasto se trancou com o menino no quarto. O menino saiu, não se queixou de dores e só veio a se queixar quando mais tarde, inclusive, não quis brincar com outras crianças na brinquedoteca. Nesse primeiro episódio encontramos conversas entre ela (a babá) e o noivo. Ela dizia que parecia, de dentro do quarto, que o padrasto estava tampando a boca do menino, que dizia 'eu prometo'. Foram episódios bastantes sérios", relatou Damasceno.
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Babá é investigada por falso testemunho
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar por falso testemunho a babá de Henry Borel, Thayna de Oliveira Ferreira. Segundo o delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), responsável pelo inquérito da morte da criança, a moça mudou o depoimento após a descoberta de mensagens trocadas entre ela e Monique Medeiros, namorada do vereador Dr. Jairinho e mãe de Henry. O casal está preso temporariamente pelo crime e foram indiciados por homicídio duplamente qualificado e tortura. Monique responde também por omissão. As penas podem chegar a até 30 anos de reclusão.
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Em sua primeira declaração, segundo a polícia, Thayná omitiu informações, dizendo que Jairinho e Monique viviam em harmonia e que não tinha presenciado qualquer tipo de anormalidade dentro da casa do casal. No segundo depoimento, ela admitiu que foi coagida a mentir. Três dias antes da morte de Henry, a babá relatou ao pai, por mensagens, de uma briga séria entre Jairinho e Monique.