O Fórum Moradia promoveu um debate em busca de alternativas para o déficit habitacional no Rio de JaneiroEduardo Uzal

Rio - A melhoria de condições de habitabilidade em comunidades da capital e da Baixada Fluminense pautou o debate que reuniu o secretário estadual de Infraestrutura e Obras, Max Lemos, o deputado estadual Jair Bittencourt, como representante da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de André Braga, diretor-presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop-RJ) e do engenheiro Ângelo Monteiro, presidente-diretor da Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro (Cehab).
"É preciso ter um olhar especial com quem mais precisa. Queremos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas que residem em moradias com instalações sanitárias precárias ou estão em estado de insalubridade", pontuou o governador Cláudio Castro.
O slogan do 'Na Régua' é claro: "arquitetura acessível, moradia digna". Durante o evento que reuniu representantes do poder público, acadêmicos, especialistas em habitação e urbanismo e representantes da sociedade civil trocaram experiência e apontaram caminhos para resolver o crônico déficit de moradia no estado.
Com investimento de R$ 100 milhões, o 'Na Régua' contemplará até dez mil famílias em 2022. O aporte
para cada projeto pode chegar a R$ 15 mil para reformas e obras complementares. No entanto, o diferencial do programa será a assistência técnica oferecida pelo governo do Estado. Em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), jovens egressos do sistema de cotas, alunos de graduação e de pós-graduação desenvolverão, com a colaboração dos próprios moradores, a melhor solução para moradias
com necessidade extrema de intervenção.
"Vamos entrar nas comunidades com infraestrutura técnica de arquitetos, engenheiros, assistentes sociais
e pesquisadores para identificar as 100 primeiras moradias, por comunidade, e executar o projeto desenvolvido, de forma rápida e sem burocracia”, disse Max Lemos.
Iniciado há cerca de um mês, o Na Régua é uma das vertentes do Casa da Gente. O projeto tem realizado um censo em cada região, com o apoio de assistentes sociais distribuídos em 18 escritórios regionais de arquitetura instalados dentro das próprias comunidades. A expectativa é de que dez mil famílias sejam beneficiadas pela iniciativa. Serão priorizados grupos que se encontram na faixa de vulnerabilidade extrema;
chefiados por mulheres; idosos; pessoas com deficiência; pessoas com doenças respiratórias crônicas ou
de fácil disseminação, com foco na melhoria das condições de habitabilidade e salubridade.
"É inimaginável que cidadãos vivam em casas não habitáveis, mofadas, sem acessibilidade ou banheiro. Apoio não faltará, pois a Alerj fez o dever de casa, aprovando as reformas necessárias”, disse o deputado
estadual Jair Bittencourt.