Animais morreram após fugir de área de adaptaçãoReprodução/Fórum Animal
De acordo com a Polícia Federal, uma ação foi realizada a partir do inquérito instaurado pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph) para verificar informações sobre as mortes das três girafas. A operação contou com analistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Durante a ação, os agentes e os analistas constataram situação de maus-tratos dos animais. Os responsáveis pela manutenção deles foram presos e conduzidos à Superintendência da Polícia Federal no Rio, onde foi lavrado termo circunstanciado de ocorrência por maus tratos, crime previsto na lei de crimes ambientais.
A dupla foi interrogada e liberada após assumir compromisso de comparecer em juízo, por conta do enquadramento legal do tipo penal, com pena máxima inferior a dois anos, como crime de menor potencial ofensivo. As girafas ficaram sob os cuidados do Ibama, que vai fazer a supervisão e adotar as providências necessárias para garantir a integridade dos animais.
As investigações da Polícia Federal vão continuar para apurar as circunstâncias e a legalidade da importação dos animais, bem como as condições de manutenção e cuidado das girafas. Segundo o Ibama, além dos maus-tratos, foi constatado que as 15 estavam sendo mantidas em ambiente reduzido e sem acesso ao sol. O Instituto aplicou uma multa diária ao BioParque e deu um prazo máximo de 10 dias para que sejam feitas adequações nos recintos. Ainda de acordo com o órgão, as girafas vão continuar no hotel em Mangaratiba, "uma vez que o transporte para outros recintos poderia causar estresse e, consequentemente, mais óbitos."
O BioParque também ressaltou que o grupo de girafas veio de um local autorizado para manejo sustentável e desenvolvimento comunitário com essas espécies na África do Sul e que a instituição foi devidamente aprovada pelos órgãos competentes brasileiros e sul-africanos. Disse ainda que não há ilegalidade no processo de importação, que foi aprovado pelos governos brasileiro e sul-africano e que toda a logística foi acompanhada por uma equipe técnica especializada em manejo de fauna.
Ainda segundo a nota, o recinto destinado às girafas no Portobello safari é de 43.695m² e o processo de adaptação realizado em três estágios técnicos, sendo adaptação e quarentena no cambiamento (baias); acesso ao primeiro estágio da área externa; e conforme a adaptação, acesso a área final de 43.695m², que foi aprovado previamente pelas autoridades competentes.
"O BioParque do Rio reitera sua absoluta responsabilidade com o manejo de fauna e com projetos de longo prazo de restauração da natureza, amparados em educação, pesquisa e conservação de espécies. Por isso, além do programa de conservação das girafas, o BioParque participa de vários programas de pesquisa e conservação e está à frente de um estudo nacional em biotecnologia para conservação de onças-pintadas." Confira a nota na íntegra.
O BioParque ressalta que:
1. O grupo de girafas veio de um local autorizado para manejo sustentável e desenvolvimento comunitário com essas espécies na África do Sul. A instituição foi devidamente aprovada pelos órgãos competentes brasileiros e sul-africanos;
2. Não há ilegalidade no processo de importação que foi aprovado pelos governos brasileiro e sul-africano;
3. Toda a logística foi acompanhada por uma equipe técnica especializada em manejo de fauna;
4. As girafas estão classificadas na categoria vulnerável pela lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e ter animais em outro continente é uma estratégia de preservação importante, a exemplo de outras espécies emblemáticas que foram salvas por projetos semelhantes: mico-leão-dourado e ararinha-azul;
5. O grupo de animais foi trazido para um programa de conservação da espécie de longo prazo;
6. O manejo ex situ de espécies é uma importante ferramenta complementar de conservação da biodiversidade, e a ele foi dedicado o artigo 9º da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), assinado pelo Brasil em 1992;
7. Atualmente, existem 16 girafas no país com grau de parentesco genético, que inviabiliza programa de longo prazo de conservação no Brasil;
8. O recinto destinado para as girafas no Portobello safari é de 43.695m². O processo de adaptação dos animais é realizado em três estágios técnicos: 1) adaptação e quarentena no cambiamento (baias), 2) acesso ao primeiro estágio da área externa e 3) conforme a adaptação, acesso a área final de 43.695m². Esse recinto foi aprovado previamente pelas autoridades competentes.
O BioParque do Rio reitera sua absoluta responsabilidade com o manejo de fauna e com projetos de longo prazo de restauração da natureza, amparados em educação, pesquisa e conservação de espécies. Por isso, além do programa de conservação das girafas, o BioParque, participa de vários programas de pesquisa e conservação e está à frente de um estudo nacional em biotecnologia para conservação de onças-pintadas.
A concessionária também participa de um projeto com guarás-vermelhos, que estiveram presentes na Baía de Guanabara há quase 100 anos e que estão passando por uma pesquisa para viabilizar a sua reintrodução na natureza. Ainda há outros projetos de destaque, como a reintrodução das araras-canindés no Parque Nacional da Tijuca, a instalação de um Centro de Conservação de Carnívoros para apoio aos órgãos ambientais no resgate, recuperação de espécies ameaçadas, sempre trabalhando alinhado e em parceria com diversas instituições de pesquisa e órgãos ambientais."








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