Garis atuando na limpeza da Rua do Catete, na Zona Sul do RioReginaldo Pimenta / Agência O Dia

Rio - O sindicato que representa os garis determinou uma suspensão temporária da greve devido à forte chuva que cai no Rio desde a noite desta quinta-feira. O movimento entraria no quinto dia nesta sexta-feira (1º). O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o município retornou ao estágio de mobilização às 6h15 desta sexta, devido à redução dos acumulados de chuva nas últimas horas.
O presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Siemaco-Rio), Manoel Meireles, comunicou por áudio à categoria que a greve na Comlurb está suspensa até a zero hora de segunda-feira (4). Na tarde desta quinta-feira, os garis haviam anunciado que continuariam em greve. A decisão foi votada em uma assembleia da categoria, que já estava de braços cruzados há quatro dias.  
Por volta das 23h15, houve registro de chuva acima de 60 mm em 1h nas estações Guaratiba (128,4 mm), Jardim Botânico (67,6 mm) e Alto da Boa Vista (65,8 mm).
A forte chuva que caiu no Rio já causou alagamentos em diversos pontos da cidade. De acordo com o Alerta Rio, neste momento, o Radar do Sumaré detecta núcleos de chuva sobre a Zona Sul, ocasionando chuva fraca a moderada na última hora. Núcleos de chuva mais intensos atuam sobre o oceano e não se deslocam para a cidade Rio de Janeiro.

Ainda segundo o Alerta Rio, a previsão para as próximas horas é de chuva moderada, ocasionalmente forte, em pontos isolados.

A cidade estava em estágio de atenção desde a 1h30 desta sexta-feira. Antes, o município esteve em estágio de alerta desde as 23h15 desta quinta-feira. Também na quinta, o Rio já havia entrado em estágio de mobilização às 3h10 e em estágio de atenção às 22h, devido às condições do tempo.
Transtornos
Moradores da Zona Norte relataram que ruas no Rio Comprido, Praça da Bandeira, Tijuca, e em São Cristóvão alagaram. No Jardim Botânico, Botafogo, Gávea, Rocinha e Copacabana, na Zona Sul, a chuva transformou as ruas em rios e deixou pessoas ilhadas. Na Zona Oeste também houve registros de bolsões d'água, como no Recreio dos Bandeirantes, Guaratiba.