Operaçao da Policia militar no Complexo do Lins Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Dados apontam que seis agentes de segurança foram baleados em cinco dias em março
Apesar de um número ainda alto, houve queda de 45% em comparação ao mesmo período no ano anterior
Rio - De acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado, ao todo, 11 agentes de segurança foram baleados neste mês de março: cinco deles morreram e seis ficaram feridos. Em média, quase três agentes foram baleados por semana. Apesar de um número ainda alto, houve queda de 45% em comparação com março de 2021, quando 20 agentes de segurança foram baleados – metade deles morreu. Somente entre os dias 19 e 23, seis agentes de segurança foram vítimas de arma de fogo.
Cecília Olliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, avalia que é fundamental dar mais transparência ao número de agentes de segurança que são vítimas de arma de fogo quando estão fora do posto de trabalho e prever em um plano de segurança estruturado a proteção destes agentes públicos.
"O estado não produz informações sobre agentes públicos de segurança feridos ou mortos fora de serviço. Eles levantam uma pequena parte da informação, que é sobre policiais que foram mortos ou feridos trabalhando. Nós do Fogo Cruzado contamos, e por isso hoje a sociedade pode saber desse número absurdo. O fato de haver todos esses agentes de segurança vitimizados só evidencia que não há um planejamento adequado que priorize a vida e não apenas durante o trabalho", avalia.
Entre os cinco agentes de segurança mortos no mês, um estava em serviço e outros quatro estavam de folga. Dos seis agentes que ficaram feridos, três estavam em serviço, um estava de folga e outros dois eram aposentados/exonerados.
Ainda segundo os dados, neste mesmo mês, a Região Metropolitana do Rio superou a marca de 1.500 agentes de segurança baleados em quase seis anos. Atualmente, são 1.501 agentes de segurança baleados no Grande Rio desde que o Fogo Cruzado passou a operar no Rio de Janeiro, em 5 de julho de 2016.






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