Rio - A Polícia Civil ainda não localizou o motorista do carro envolvido no acidente que matou o porteiro Ariston Diniz, de 46 anos, na Avenida Brasil, altura do Caju, quando ia de moto para o trabalho, no Leblon. Uma semana após a morte, o irmão da vítima afirma não sentir raiva ou sentimento de vingança do condutor do carro, mas gostaria que ele fosse encontrado para esclarecer o que, de fato, ocorreu.
Ao DIA, o também porteiro Francisco Diniz, 41, disse que ambos são de Pedra Lavrada, interior do estado da Paraíba. Além dos pais, Ariston deixou cinco filhos, dois deles morando no Rio: um de 26 e uma menina de apenas 6 anos. O irmão conta que, nesse período de luto, o que mais incomoda a família são as questões que não foram ainda explicadas.
Francisco de Assis, irmão da vitima, com o capacete de Ariston no dia do acidenteReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
"A gente não quer vingança. Ninguém está com raiva, ninguém quer brigar. Queremos somente entender o que aconteceu. Gostaríamos que a Polícia encontrasse o motorista para que ele fale exatamente como tudo ocorreu", desabafa.
Ariston foi enterrado no último dia 17, no Cemitério do Caju, bairro onde vivia.
A ocorrência foi registrada na 21ª DP (Bonsucesso), como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, as investigações estão em andamento para esclarecimento de todos os fatos.
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