início da vacinação contra a Covid-19 dos profissionais de saúde de Niterói no Hospital Municipal Oceânico em Piratininga. Vacina contra Covid-19Daniel Castelo Branco

Rio – O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, ressaltou, nesta sexta-feira (11), a importância de aumentar a cobertura vacinal de crianças da faixa etária de 5 a 11 anos, e pediu aos pais que levem seus filhos para serem imunizados. Outro ponto destacado foi a importância da dose de reforço para adultos.
"As crianças de cinco a onze anos podem ser levadas aos postos de saúde para tomarem a vacina da Pfizer pediátrica, que ainda está disponível. Por isso a gente insiste com os pais que procurem uma unidade de saúde para vacinar seus filhos. Ainda mais que, nesta faixa etária, a gente tem uma cobertura muito baixa", explica.

Na cidade, são mais de 280 pontos abertos para vacinação e para realização de testes de covid-19. A recomendação da SMS-Rio é que as pessoas procurem esses postos em caso de sintomas respiratórios atribuídos à doença.
"Outra preocupação muito importante, nesse momento, é com a dose de reforço. A gente tem uma nova variante que é a BQ-1 e é muito importante que as pessoas levem as crianças para tomarem as vacinas e os adultos que ainda não fizeram a dose de reforço para se vacinar. A Secretaria Municipal de Saúde ainda tem 80 mil testes disponíveis em estoque e todas as unidades básicas de saúde estão aptas a realizar a testagem", completou.
No município do Rio, o número de internações por covid-19 aumentou nesta semana, em relação a última, de acordo com dados do painel Rio Covid-19. Atualmente, 109 pessoas estão internadas com a doença na rede municipal. Ainda há 5 pessoas na fila aguardando internação.

A taxa de positividade dos testes também subiu na cidade está em 30%. Na última semana, o número ficou em 24%. Apesar dos números estarem aumentando, todas as zonas da cidade seguem com risco baixo de contaminação pela doença.

De acordo com o o novo Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (10), quatro estados apresentaram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com resultado positivo para Sars-CoV-2 (covid-19) e entre eles está o Rio de Janeiro.

Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ainda não é possível afirmar que esse crescimento esteja relacionado especificamente com as identificações recentes de novas sublinhagens identificadas em alguns locais do país, como a subvariante da ômicron, BQ-1.

Vacinação para crianças de 3 e 4 anos suspensa
O secretário Daniel Soranz anunciou, também nesta sexta-feira, a paralisação da vacinação contra a covid-19 para crianças de 3 e 4 anos por falta de imunizantes na cidade. Desde outubro, o município já havia suspendido a aplicação da 1ª dose para a faixa etária.
Soranz lamentou a decisão, e salientou os inúmeros pedidos feitos diretamente ao Ministério da Saúde há, pelo menos, três meses.

"Nesse momento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio) foi obrigada a interromper a vacinação de crianças de 3 e 4 anos. Infelizmente, o Ministério da Saúde ainda não enviou mais doses da vacina CoronaVac. Há três meses a Secretaria Municipal de Saúde tem reiterado a solicitação para essa vacina e nesse momento a vacina de crianças de 3 e de 4 anos precisou ser suspensa por falta de doses".

Segundo o secretário, a pasta ainda não deu um prazo para o envio das doses infantis, mas há expectativa de que sejam enviadas ainda neste mês de novembro.
Procurado, o Ministério da Saúde informa que adquiriu mais um milhão de doses para a vacinação de crianças da faixa etária e, assim que forem liberadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), serão distribuídas a todos os estados de forma proporcional.

Vacinação para crianças de seis meses a dois anos
O Ministério da Saúde adiciona que, na última quinta-feira (10), iniciou a distribuição de um milhão de doses pediátricas contra a covid-19, destinadas a crianças de seis meses a dois anos de idade com comorbidades. Os imunizantes serão enviados a todos os estados de forma proporcional e igualitária.
Com o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), a possibilidade da ampliação das doses para as crianças nessa faixa etária sem comorbidades será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).