Fábrica da Maximus Confecções pegou fogo no dia 12 de fevereiroArquivo / Pedro Teixeira / Agência O Dia
Vítimas de incêndio em fábrica de Ramos recebem alta após 13 dias de internação
Mulheres deixaram o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, nesta terça-feira (25)
Rio - Três mulheres vítimas do incêndio na fábrica da Maximus Confecções, que estavam internadas há 13 dias no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte, receberam alta nesta terça-feira (25). Outras três pessoas seguem em tratamento na unidade.
Entre as liberadas do hospital estão Kitimá Rege, que fazia a confecção de fantasias da Império Serrano, e Luciana de Medeiros Oliveira. A primeira tomava banho no momento que as chamas começaram.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), um homem e uma mulher continuam na enfermaria do Getúlio Vargas e um outro homem no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Os três estão estáveis.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, uma vítima segue estável no CTI.
Dos 21 trabalhadores resgatados pelos Bombeiros, 15 já tiveram alta e uma foi transferida para uma unidade particular de saúde. A única morte registrada foi a de Rodrigo de Oliveira, por causa de complicações no sistema respiratório.
Investigação
A Polícia Civil informou que agentes da 21ª DP (Bonsucesso) seguem com as investigações, ouvindo testemunhas e realizando outras diligências para apurar as causas do incêndio. A fábrica continua interditada para apuração de uma possível ação criminosa e por risco de desabamento.
Uma nova perícia será feita no local para complementar os exames realizados anteriormente – ainda não há data para o trabalho. Equipes estiveram no local no último dia 19.
No dia 17 de fevereiro, proprietários da Maximus prestaram depoimento sobre o incêndio. A fábrica era responsável por confeccionar uma parte significativa das fantasias de escolas da Série Ouro. São elas: Arranco do Engenho de Dentro, União do Parque Acari, União da Ilha, Porto da Pedra, Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu – as últimas quatro foram as mais afetadas e não serão rebaixadas no Carnaval 2025.
A Maximus tinha licença da prefeitura para atuar com confecções, mas apresentava diferentes irregularidades, como por exemplo, falta de certificado do Corpo de Bombeiros e de autorização da Receita Federal para operar. Além disso, Polícia Civil e Light identificaram no imóvel, no último dia 13, ligações clandestinas de energia, mais conhecidas como 'gatos' de luz.

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