Adilsinho e mais três são denunciados por homicídio qualificadoÉrica Martin/Arquivo Agência O Dia
As apurações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram uma divisão detalhada de tarefas. Na época, a cúpula liderada por Adilsinho buscava se consolidar no mercado de bets, enquanto Rodrigo procurava investidores para um empreendimento de grande porte no setor, além de planejar a abertura de um espaço com máquinas de caça-níqueis. Visto como uma ameaça à organização, o advogado passou a ser monitorado por Ryan, responsável por mapear a rotina dele, locais e horários.
Renato e Rafael são apontados por prestarem apoio operacional, acompanhar os deslocamentos da vítima até a execução e planejar a rota de fuga. Análises técnicas confirmaram a presença da dupla na cena do crime e identificaram viagens posteriores para a região do sítio usado por Rafael como esconderijo.
Os quatro foram denunciados por homicídio qualificado. A Justiça também determinou a manutenção de Adilsinho em um presídio federal de segurança máxima pelo prazo de três anos, além de suspender o exercício das funções públicas e o porte de arma de Renato.
A vítima foi atingida por 12 disparos, sendo dois enquanto ainda estava de pé e outros dez depois que caiu. Rodrigo morreu no local.
De acordo com o inquérito, Leandro Machado da Silva foi apontado como responsável pela execução. Eduardo e Cezar teriam participado do monitoramento da rotina do advogado. Os dois também teriam utilizado veículos semelhantes, incluindo um Gol branco identificado nas imagens de câmeras de segurança.
Rodrigo Crespo era advogado e integrante do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) desde 2011. Ele também era sócio-fundador de um escritório de advocacia e atuava nas áreas de Direito Civil Empresarial, Contratos e Direito Processual Civil.
Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da Corporação acompanhou a ação realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para cumprir o mandado de prisão contra o policial militar.
"Cabe informar ainda que o mesmo já responde a um procedimento administrativo disciplinar (PAD), cujo objetivo é avaliar a possibilidade de permanência do acusado nos quadros da Corporação. O agente será conduzido à Unidade Prisional da Corporação, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, onde permanecerá à disposição da Justiça", afirmou a PM, que completou:



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