Por Isabele Benito
A simples tentativa de escrever essa coluna e a internet cair, o que sempre acontece, já me trouxe mais ainda a sensação de irritação profunda.

Em seguida, a fake news que tive que explicar no meu WhatsApp pela milionésima vez, num grupo de amigos, me deixou exausta.

Coisas que acontecem normalmente, rotineiramente, mas que essa semana pareceram estressar mais.

Chegamos ao fim de uma semana em que todo mundo parece meio que se perguntar: quando vamos poder ler algo ou acompanhar uma notícia que não cause indignação?

A morte de um artista popular como Paulo Gustavo tem o mesmo peso de outras que lutaram para sobreviver a esse vírus, mas ela representa a luta e a exaustão de brasileiros.

Na mesma semana, ouvimos verdades difíceis de engolir na CPI da COVID.

Poderíamos ter evitado?

Como se tudo não fosse tão pesado, os fatos ainda geram brigas, polarizações que sugam a energia ainda mais...

Colocaram como rainha do Brasil, merecidamente, uma mulher que provou durante três meses que é preciso ouvir e dialogar, mas o que a gente faz? Só ouve quem pensa igual e não “negocia” não dialoga... O extremismo que cega e não avança!

A educação com menos investimento fica em segundo plano e ninguém, infelizmente, se indignou.

Esse é o Brasil da hipocrisia, onde é possível se unir por um reality, mas não para achar uma solução.

Todo mundo quer dias melhores, mas cansamos.

Cansamos.
PINGO NO I
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Curiosidade rápida: como a língua portuguesa vem mudando e se adaptando à nova realidade... Palavras como "maratonar", "spoiler" e "crush" são ditas a todo momento e a gente nem sente! Já virou parte do dicionário.
Por um outro lado, ainda bem que outras palavras nada legais estão sendo esquecidas: "judiação" "denegrir"... Tem uma que não vejo a hora de ser esquecida de vez: cancelamento!
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São palavras pesadas, preconceituosas e arcaicas, ainda em processo de desuso. Mas em breve elas serão "canceladas".
Bora colocar o Pingo no I...
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Se você ficou curioso pra evoluir, a gente aqui não tem tanto espaço pra explicar, mas dá um "google" que você acha.
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TÁ BONITO!
Carol e Luiza criaram livros com QR Codes
Carol e Luiza criaram livros com QR CodesReprodução
Dia das mães chegando e ontem eu recebi duas meninas que me trouxeram um presente bem especial...

As irmãs Carol e Luiza Mota, moradoras do Recreio, criaram um livro chamado MCODE, com fotos, textos e uma mensagem linda ouvida por meio de um QRCODE. Cada página tem uma palavra de carinho...

Nessa pandemia, as chamadas de vídeo ajudaram e muito a matar as saudades de quem a gente ama, mas tem coisa melhor do que poder pegar um livro e ouvir “eu te amo” a hora que você quiser?

“É a união do físico com o digital. Em meio a esse período de tantas dificuldades, as boas lembranças e momentos ajudam a encher a vida de ânimo e coragem”, conta Carol.

Ficou curioso? É só entrar no Instagram @mcode.store

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... É código de amor meu povo, e tenho dito.