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Bate-bolas levam pânico às ruas do Centro e do Méier

Segundo a Polícia Militar, pessoas fantasiadas de clóvis estariam provocando tumulto em ruas da região

Por O Dia

Bate-bolas detidos no Centro do Rio
Bate-bolas detidos no Centro do Rio -

Rio - Mais de 150 bate-bolas foram detidos e 50 presos, no Centro do Rio, na madrugada de terça-feira. Motoristas afirmaram para policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) que pessoas fantasiadas de clóvis estariam provocando tumulto em ruas da região. Segundo a Polícia Militar, na rua Santa Luzia, um grupo com mais de 100 fantasiados foi abordado.

"Após revista, uma pistola calibre 9 mm e um artefato explosivo de fabricação caseira foram encontrados. Além de objetos roubados como celulares, relógios e carteiras. O grupo assim como as vítimas de delitos foram conduzidos para a Central de Garantias Norte, onde dez ficaram presos", diz a assessoria da PM.

Na noite anterior, segunda-feira, por volta das 21h30, outra confusão envolvendo briga de bate-bolas termina em tiroteio, no Méier. O confronto aconteceu na Rua Venceslau, perto do Instituto São João Baptista. Quando as equipes do BPChq chegaram, logo revistaram os homens fantasiados. "Após revista, nada ilícito foi constatado e os fantasiados foram liberados", acrescenta a corporação.

"A Polícia agiu com máxima presteza educação,feita minuciosa revista e intensa procura pela arma de fogo após disparos de tiros. Depois de hora e meia provavelmente todos levados", afirma uma testemunha em uma rede social.

Os disparos aconteceram logo depois do desfile na Rua Dias Ferreira do bloco Galo do Méier, famoso na região. Muitos integrantes da banda tiveram que se esconder. "Estávamos voltando, quando fomos surpreendidos por mais de cem Bate bola. Vieram pra cima da gente, nossas esposas desesperadas, falei que éramos família, quando foram embora deram de cara com choque", afirma outra testemunha também na internet.

"Nem todo mundo que sai de bate-bola é marginal. Na minha turma sai quem ama essa cultura. Sim, tem sempre uns merdas espalhados por aí que aproveitam isso tudo para queimar a nossa cultura. Mas nem todos são marginas", defende outro internauta.

Vale lembrar que no sábado, por volta das 22h30, um sub tenente levou uma paulada na cabeça de um bate-bola na altura dos Arcos da Lapa. O agente teve um corte e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, levou dez pontos na cabeça, e recebeu alta durante a madrugada. A agressão aconteceu depois que policiais da Operação Lapa Presente receberam a informação que um grupo de bate-bolas furtava foliões nos Arcos da Lapa.

"Uma equipe de policiais em patrulhamento viu um bate-bola correndo e conseguiu capturá-lo. Quando ele estava sendo abordado pelo sub tenente, um outro bate-bola chegou por trás e covardemente deu uma paulada na cabeça do policial. Os demais policiais da equipe chagaram e dispersaram o tumulto. O policial foi levado para o HCPM, levou ponto na cabeça e teve alta na madrugada de ontem (segunda-feira). Ele passa bem", esclarece a assessoria do Lapa Presente.

História

Cada vez mais raros, os bate-bolas ainda são frequentes nas Zonas Norte e Oeste. Até a década de 1990, era comum ver crianças com fantasias de clóvis. Em um momento, a bola foi substituída por uma espécie de guarda-chuva, também personalizado. As máscaras tinham um tom lúdico assustador e as roupas com cores vibrantes, sapatilhas e meia igualmente decoradas. Apesar de se perder um pouco com o tempo, a cultura do bate-bola ainda é mantida por diversos fãs, que vendem e compram fantasias completas com preços entre R$ 150 e R$ 400 nas redes sociais.

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Mais de 100 bate-bolas foram presos no Centro do Rio Reprodução / Facebook

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