O prefeito Rafael Diniz (de amarelo) visita a parte interna do Palácio da Cultura, em Campos - Divulgação prefeitura de Campos
O prefeito Rafael Diniz (de amarelo) visita a parte interna do Palácio da Cultura, em CamposDivulgação prefeitura de Campos
Por O Dia
Campos — Com o Palácio da Cultura perto de ser reintegrado à vida cotidiana do campista, a discussão acerca do uso de seu espaço se intensifica. Ponto de discordância quando de seu anúncio, a cessão de salas do prédio para um núcleo de tecnologia e inovação foi tema de reunião do prefeito Rafael Diniz com membros do Conselho Municipal de Cultura (ComCultura), nesta quarta.
O Palácio da Cultura, prédio histórico de Campos, em fase final de obras - Divulgação prefeitura de Campos
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“Através dessa parceria com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação, conseguimos verba para a mobília e equipamentos, como ar-condicionado, para todo o Palácio”, justificou Cristina Lima, presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), órgão submetido à secretaria de Cultura.
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“A reunião foi muito boa. O prefeito mostrou interesse e equilíbrio na divisão do espaço e em dar o protagonismo que a Cultura tem direito no Palácio. É muito importante esse diálogo, que foi mantido com a Cultura”, comentou Marcelo Sampaio, presidente do ComCultura, conselho que reúne integrantes do governo municipal e da sociedade civil, e que manifestou insatisfação inicial com a cessão de parte do Palácio para outro fim que não a divulgação cultural na cidade.
“Também acreditamos que esse diálogo entre as áreas tem muito a acrescentar aos fazedores de cultura de nossa cidade. Essa é uma soma, não uma subtração”, reforçou Cristina.
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De acordo com a prefeitura, foi a partilha de algumas salas com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) que permitiu o uso de emenda dos deputados Paulo Feijó e Christino Áureo, destinada à área de Ciência e Tecnologia. Do contrário, não seria possível renovar o mobiliário e os equipamentos da instalação, fechada há mais de seis anos.
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O prefeito de Campos, Rafael Diniz, discute o uso do Palácio da Cultura com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Cristina Lima, e membros do Conselho Municipal de Cultura - Divulgação prefeitura de Campos
Com administração municipal seriamente comprometida pela crise de arrecadação, a própria reforma só foi viabilizada com uma articulação que forçou o financiamento da empreitada por uma empresa que derrubou ilegalmente o Casarão do Chacrinha, prédio histórico tombado pelo município.
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“Estamos, certamente, todos muito satisfeitos porque, depois de tantos anos, teremos de volta nossa casa, nosso palácio “, comemorou Cristina.