Entre os cuidados, aponta o arquiteto, é importante observar se o artefato é próprio para uso ao tempo. No verão, com chuvas de maior volume e com muitos ventos, qualquer ponto na fiação, plugues ou tomadas pode ser atingido por água e causar acidentes. “Além disso, com o calor típico do verão carioca associado ao calor dissipado pela corrente elétrica no próprio equipamento, muitas vezes a proteção externa da fiação pode, com o tempo, apresentar anomalias e contribuir para acidentes”, ressalta.
É preciso também avaliar a qualidade do produto. “O risco do pisca-pisca não se dá pela energia que puxa quando está ligado, que é baixa, mas pela baixa qualidade do material usado na construção destes artefatos. Verifique se eles contêm certificação oficial, seja do Inmetro ou outro órgão oficial. Baixa qualidade associada ao uso permanente aumenta muito o risco de acidentes”, observa Santos.
Por fim, o arquiteto dá mais dicas na hora de comprar o pisca-pisca. “É importante abrir a embalagem e examinar toda a extensão do pisca-pisca em busca de lâmpadas quebradas ou fios partidos. Quando já estiver em casa, abra o pisca-pisca completamente, realize um teste com ele ligado por uma hora antes de colocá-lo na posição definitiva e observe se a fiação vai esquentar muito, se lâmpadas vão queimar, se o plugue está firme na tomada. Caso ocorra algo estranho, vá à loja e troque seu artefato por um novo. Não arrisque um acidente com um familiar ou com sua casa”, orienta Santos.