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Educação estadual abrirá concurso para 1.720 vagas

Desse total, 370 serão para contratação imediata repondo cargos vagos desde setembro de 2017

Por PALOMA SAVEDRA

Secretaria de Educação tem usado GLPs como recurso para suprir carência de pessoal na rede
Secretaria de Educação tem usado GLPs como recurso para suprir carência de pessoal na rede -

Rio - Para atender a necessidades de alunos da rede de ensino pública em todo o estado e também repor os cargos deixados por professores que se aposentaram desde o mês de setembro do ano passado, a Secretaria de Educação vai abrir concurso com 1.720 vagas. Desse total, 370 são oportunidades com contratação imediata, e as demais 1.350 para cadastro reserva, informou à Coluna o secretário da pasta, Wagner Victer.

O Ceperj ficará responsável pela elaboração do concurso, e a ideia é que o edital saia este ano. As ofertas serão majoritariamente para 16 horas em diversas disciplinas. A expectativa é que os aprovados comecem a ser convocados para o magistério em 2019.

Apesar da austeridade imposta pelo Regime de Recuperação Fiscal (RRF), a medida é possível por um motivo: está dentro dos parâmetros do acordo feito entre o governo do Rio e a União. Neste caso, vale lembrar que o convênio autoriza a reposição de cargos vagos a partir da data de adesão do estado ao regime (setembro de 2017) nas áreas da Saúde, Educação e Segurança.

Vagas 'firmes'

Por isso que, do total de 1.720 ofertas de vagas, 370 são consideradas "firmes", já que é equivalente à quantidade de aposentadorias que ocorreram desde o período de vigência da recuperação fiscal. As outras 1.350 poderão ser preenchidas de acordo com demandas pontuais por região e disciplina.

Questionado, Victer afirmou que a seleção será "somente para regiões onde não há cadastro reserva de professores aprovados em outros concursos". Ex-presidente da Cedae, o secretário de Educação disse que contratou o Ceperj para ficar responsável pela seleção já que a fundação também realizou "com competência" dois concursos na companhia.

Ele acrescentou que a necessidade de concurso se deu após avaliações feitas pela secretaria. "Foi fruto do estudo técnico que estamos fazendo em função da demanda nas diversas regiões e por disciplinas. Estamos fazendo esse mapeamento há dois anos. E as contratações se cruzam com novas matrículas (de estudantes) que vamos abrir em outubro e com a ampliação do ensino integral", disse.

O estado tem, hoje, 1.249 escolas espalhadas em 92 municípios, sendo que 26% da rede são em horário integral. 

Carta pede que Witzel e Paes não cobrem mensalidade

Em carta que será entregue aos candidatos ao governo do Rio (Wilson Witzel, do PSC, e Eduardo Paes, do DEM), os docentes, servidores e estudantes da Uerj, Uenf e Uezo pedem que ambos se comprometam a investir nas universidades e a não cobrar mensalidade dos alunos. No documento, a comunidade acadêmica ressalta ainda o papel que as instituições de ensino e pesquisa podem exercer no desenvolvimento do estado.

Os universitários e professores defendem também o cumprimento do PCCS dos profissionais e do repasse de duodécimos para as universidades. Na Uerj, por exemplo, os docentes estão sem reajuste há 17 anos.

Apesar de Witzel e Paes não terem defendido a cobrança de mensalidade de estudantes, há preocupação por parte deles de essa política ser implementada. Alunos, servidores e docentes têm debatido essa questão depois dos problemas enfrentados por eles durante a crise financeira do Rio, como atrasos salariais e de pagamentos de bolsas, entre outros.

Eles reivindicam ainda dedicação exclusiva de professores da Uerj e Uezo, respeito e manutenção ao sistema de cotas e políticas que garantem permanência de alunos, como transporte e restaurante universitário.

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