'Os órgãos federais farão exame criterioso', diz secretário sobre restrições a novos concursos

Por PALOMA SAVEDRA

Wagner Lenhart, secretário de gestão e desempenho de pessoal
Wagner Lenhart, secretário de gestão e desempenho de pessoal -

Rio - A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) criticou o decreto da União que restringe a abertura de concursos públicos, publicado nesta sexta-feira, e alegou que isso vai acabar paralisando o serviço público. A Condsef afirmou ainda que, dos cerca de 650 mil servidores federais ativos, 50% devem se aposentar até 2021.

Mas para o secretário de gestão e desempenho de pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, é preciso analisar as reais necessidades de se realizar concurso.

"O que víamos é que muitas vezes os órgãos olham pra trás em vez de olhar pra frente. É preciso mesmo repor? Às vezes isso pode ser verdade, às vezes você precisa até de mais (servidores), e às vezes você precisa de menos", disse ele, que completou:

"Então, estamos provocando para que cada órgão faça um exame criterioso das suas necessidades para que a gente consiga fazer as contratações da melhor forma e acertar nas nossas seleções. Para que as pessoas que a gente vai contratar façam a diferença e entreguem o melhor serviço. Muitas vezes falta a liderança adequada. Temos um capital humano incrível dentro do governo federal, estados e municípios... E daí a importância da tecnologia e das ferramentas para eles entregarem o melhor serviço à população. Muitas vezes, a prestação de serviços deixa a desejar. E temos que aproveitar esse capital humano e que isso seja percebido pela população através de um bom serviço", declarou. 

Comentários