Número de servidores no Brasil é o mesmo de 1991, diz representante do setor público

Presidente do Fonacate, Rudinei Marques destacou que proposta do governo Bolsonaro não veda novas contratações, mas amplia exigências feitas aos órgãos

Por PALOMA SAVEDRA

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que pretende não repor cargos vagos por servidores que se aposentarem, ou seja, não abrir concursos, e investir na modernização da máquina
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que pretende não repor cargos vagos por servidores que se aposentarem, ou seja, não abrir concursos, e investir na modernização da máquina -

 Rio - O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2020 do governo Bolsonaro tem gerado preocupação entre representantes do setor público, já que sinaliza que não ocorrerão concursos no próximo ano - confirmando declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas para o presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) - que representa mais de 200 mil servidores -, Rudinei Marques, a proposta não veda os concursos públicos, e sim enrijece as regras para realizá-los.

À Coluna, Marques destacou ainda que o número de funcionários públicos atualmente no país é igual ao registrado em 1991: cerca de 630 mil ativos no Executivo. "E nesse período a população cresceu 35%", declarou.

Marques defendeu que, havendo necessidade de novas contratações de funcionários - estatutários e não comissionados -, o órgão que tiver com déficit de pessoal poderá sim abrir concurso, desde que cumpra as novas exigências feitas pelo governo.

"Ao analisar o projeto, constatamos que o texto não traz a vedação à realização de novos concursos públicos, tampouco aos reajustes que poderiam ser concedidos no próximo ano, todavia, endurece a forma como as proposições legislativas relacionadas com o aumento de gastos com pessoal e encargos sócias deverão acontecer", disse Marques, que complementou: "exigem premissas e metodologia de cálculo utilizadas, demonstrativo de impacto da despesa com a proposta e manifestação do Ministério da Economia".

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