Contingenciamento nas universidades federais no Rio pode demitir mais de dois mil

Empregos de funcionários terceirizados estão ameaçados

Por O Dia

Presidente da Jornada, deputado Renan Ferreirinha (PSB)
Presidente da Jornada, deputado Renan Ferreirinha (PSB) -
Rio - Dois mil e quinhentos funcionários terceirizados de instituições federais no Estado do Rio de Janeiro estão sob ameaça de demissão devido ao contingenciamento de verbas nas universidades. A estimativa foi anunciada ontem pela diretora de Administração e Planejamento do Cefet-RJ, Inessa Salomão, durante a segunda audiência da 'Jornada do Corte Federal', promovida pela Comissão de Economia da Alerj. A reunião ocorreu na UFF, em Niterói.
Segundo a diretora, o congelamento de despesas das universidades pelo governo federal pode levar prestadoras de serviços à falência. Aliás, isso também paralisaria as atividades nas unidades de ensino, alertou.
"Vimos isso acontecer na crise da Uerj, que ficou em greve por três meses entre 2017 e 2018. A empresa de segurança que atendia a instituição ficou sem receber e quebrou. Quando faliu, muitas unidades ficaram sem o serviço. Foi efeito cascata", frisou.
Presidente da 'Jornada do Corte Federal', o deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB) ressaltou que a situação "é crítica". "Após essa audiência, estou ainda mais convencido de que o contingenciamento será muito danoso para a economia do Estado do Rio de Janeiro. O governo federal está asfixiando a Educação. E asfixiar a Educação é matar o nosso futuro", afirmou Ferreirinha. 

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