Equipe de Witzel faz estudo financeiro para aumentar valor do RAS de bombeiros e Seap

Por PALOMA SAVEDRA

Bombeiros militares aguardam retomada do programa de horas extras, além do aumento dos valores
Bombeiros militares aguardam retomada do programa de horas extras, além do aumento dos valores -
O tão esperado reajuste do Regime Adicional de Serviço (RAS) dos inspetores de Administração Penitenciária e bombeiros militares ainda segue sem data prevista para sair do papel. A medida está em fase de análise pela equipe econômica do governo fluminense, já que a prudência, agora, é ainda maior com o Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal do Rio. Isso porque, como o aumento no valor do RAS representa mais gastos públicos, o estado tem que apresentar ao conselho, em Brasília, compensação financeira que viabilize essa iniciativa.
Mas a pretensão do governador Wilson Witzel é de que esses reajustes saiam o mais breve possível. E a expectativa de governistas é, de fato, de que os novos valores entre em vigor ainda este ano.
A ideia era de que as majorações das horas extras pagas aos bombeiros e agentes da Seap viessem logo na carona do reajuste do RAS concedido aos policiais civis e militares. Mas a questão técnica, vinculada a Brasília, foi um obstáculo para essa rapidez.
O que se sabe, até agora, é que os aumentos do RAS das categorias serão retroativos a 3 de maio deste ano — mesma data em que os reajustes passaram a valer para os policiais civis e PMs. Com isso, o objetivo de Witzel é que todas as classes da área de Segurança Pública tenham o benefício corrigido vigorando no mesmo período.
O percentual de reajuste que será aplicado sobre o valor das horas extras de bombeiros não foi divulgado. Mas, para os inspetores penitenciários, o governo já anunciou que será também de 45% — igual ao aplicado para agentes da Polícia Civil e Polícia Militar.
Aval à Polícia Civil
O Conselho de Supervisão, até o momento, não deu aval ao reajuste de RAS de PMs. Técnicos do grupo analisam segunda nota técnica da corporação.
Já o aumento voltado às horas extras de policiais civis teve aval, mas os conselheiros exigiram condições. A pasta não poderá gastar, com o RAS, mais do que R$ 27,8 milhões anualmente. E deverá enviar relatório mensal com a relação de valores, matrícula e nome do servidor.
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