Frente parlamentar protocola na Câmara pedido de convocação de Paulo Guedes

Deputado que coordena o grupo, Professor Israel Batista quer explicações do ministro da Economia sobre frase em que comparou servidor público a um parasita; hoje, titular da pasta pediu desculpas e disse que se expressou mal

Por PALOMA SAVEDRA

Categorias vão apresentar um segundo estudo nesta segunda-feira em reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público
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Coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) protocolou, nesta segunda-feira, na Câmara Federal, pedido de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para que ele explique uma recente declaração comparando o servidor a um parasita. Se for aprovado pelo plenário, o ministro deverá comparecer à Casa, sob pena de crime de responsabilidade. 
Para Batista, esse tipo de declaração deturpa a imagem do funcionalismo para a sociedade. "Isso é vilanização dos servidores públicos, e altera a percepção das pessoas. Por isso mesmo queremos entender qual a intenção do ministro ao fazer esse comentário", afirmou o parlamentar.
À coluna, Batista disse que deverá aguardar a análise do plenário da Casa à solicitação. "Se não aprovarmos no plenário, teremos a oportunidade de aprovar em uma comissão da Câmara", declarou o parlamentar, acrescentando que, até o momento, as comissões não foram instaladas e, por isso, o pedido teve que ser encaminhado ao plenário. 
Ele disse ainda que intensificará os trabalhos do grupo parlamentar, principalmente agora na iminência da chegada da reforma administrativa à Câmara. "Não podemos permitir que um trator passe por cima do serviço público brasileiro", disse.
Contra reajustes
Guedes fez o comentário durante o encerramento do seminário do pacto federativo, realizado na Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), em Botafogo, Zona Sul do Rio, ao criticar os reajustes automáticos. "O hospedeiro está morrendo. O cara virou um parasita", disse o ministro. 
Após a repercussão negativa da frase, o Ministério da Economia emitiu nota ainda na sexta-feira. O comunicado dizia que o ministro reconhece e valoriza o serviço público. E que a frase foi retirada de contexto. 
Pedido de desculpas
E, nesta segunda-feira, o ministro pediu desculpas ao funcionalismo. Declarou ainda que não quis ofender os servidores, mas que se referia a estados e municípios, já que os entes estão com suas receitas comprometidas com salários e aposentadorias.
"Me expressei muito mal e peço desculpas, não só a meus queridos familiares e amigos, mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa ter ofendido", declarou Paulo Guedes em mensagem enviada a alguns jornalistas nesta segunda-feira. 
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Categorias vão apresentar um segundo estudo nesta segunda-feira em reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público Daniel Cardoso/ Divulgação Unacon
Coordenador da frente parlamentar, Israel Batista diz que não permitirá que "trator" passe por cima do serviço público Ricardo Botelho/ Fonacate

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