Coronavírus: projeto de calamidade do Rio recebe 18 emendas e volta às comissões da Alerj
Projeto é considerado fundamental para evitar consequências mais duras para as finanças do Estado do Rio diante da pandemia
Projeto foi aprovado por deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio no dia 30 de julhoJulia Passos / Alerj
Por PALOMA SAVEDRA
Considerada fundamental pelo governo do Rio para o descumprimento de metas fiscais durante a pandemia do novo coronavírus, a proposta que reconhece a calamidade pública no estado recebeu 18 emendas durante votação nesta quarta-feira na Alerj. Com isso, o projeto de lei voltará às comissões para depois ser votado.
Se o Rio descumprir os limites de gastos com pessoal impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que é provável de acontecer por conta da queda na receita, fica obrigado a cumprir sanções impostas pela lei.
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Entre as punições, o estado terá que demitir funcionários comissionados, e, em último caso, de estatutários. Neste cenário, o estado também fica proibido de receber empréstimos.
Mas com o estado de calamidade pública reconhecido, o estado fica isento de cumprir esses dispositivos da LRF. Por isso, o governador Wilson Witzel enviou a proposta ao Legislativo.
Justificativa
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Na mensagem encaminhada à Alerj, Witzel justificou o pedido de reconhecimento do estado de calamidade pública em decorrência da pandemia da Covid-19, frisando que o impacto da pandemia não é somente na área de Saúde, mas também na economia. "Seus efeitos transcendem os serviços de saúde, afetando a atividade produtiva e as finanças públicas, com a paradoxal situação de retração da economia", disse.
"Deste modo, considerando todos os esforços de reprogramação financeira já empreendidos para ajustar as contas estaduais, bem como a necessidade de se manter a prestação dos serviços públicos e de adotar medidas no âmbito estadual para o enfrentamento da grave crise na saúde pública, o Chefe do Poder Executivo editou Decreto reconhecendo o estado de calamidade pública, cujo reconhecimento mostra-se indispensável para as medidas de contraposição à disseminação do novo coronavirus", declarou o governador.