Bolsonaro vai vetar possibilidade de reajuste a policiais federais, professores e outras categorias

Projeto de socorro a estados e municípios aprovado no Congresso prevê congelamento salarial ao funcionalismo até o fim de 2021, mas parlamentares deixaram fora dessa regra algumas carreiras

Por O Dia

(Brasília - DF, 20/02/2019) Presidente da República Jair Bolsonaro..Foto: Isac Nóbrega/PR
(Brasília - DF, 20/02/2019) Presidente da República Jair Bolsonaro..Foto: Isac Nóbrega/PR -
A pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro vai vetar a possibilidade de reajuste salarial a servidores públicos de algumas categorias - entre elas, policiais federais e professores -, nos próximos 18 meses, que foi incluída pelo Congresso no projeto de socorro financeiro aos estados e municípios. Bolsonaro anunciou a decisão hoje, em uma reunião com empresários, e que teve a presença de Guedes e o do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. 
O apelo para o veto às emendas que deixam fora do congelamento salarial algumas categorias que estão na linha de frente no combate ao coronavírus foi feito por Guedes, segundo o presidente. 
"Eu sigo a cartilha de Paulo Guedes na economia, e não é de maneira cega. Se ele acha que deve ser vetado esse dispositivo, assim será feito. Nós devemos salvar economia, porque economia é vida", declarou Bolsonaro. 
O projeto original do Senado impedia o aumento salarial para o funcionalismo até o fim de 2021. Havia apenas algumas exceções: Forças Armadas, profissionais de Saúde dos municípios e estados e de Segurança Pública dos estados (como PMs, bombeiros e policiais civis). 
A Câmara fez modificações no texto e ampliou essa possibilidade, incluindo professores, policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, assistentes sociais, agentes de endemia e servidores de limpeza urbana (garis). E o Senado manteve as alterações feitas pelos deputados.

Galeria de Fotos

(Brasília - DF, 20/02/2019) Presidente da República Jair Bolsonaro..Foto: Isac Nóbrega/PR Isac Nóbrega/PR
Presidente Jair Bolsonaro disse que, na economia, segue a cartilha do ministro Paulo Guedes Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro e Guedes atravessam a Praça dos Três Poderes com empresários GABRIELA BILO/ESTADÃO CONTEÚDO

Comentários