Professores estaduais reclamam de suspensão do pagamento de benefícios pelo governo

Sindicato que representa categoria critica medida do Poder Executivo e diz que educadores têm que arcar com despesas de serviço de internet para lecionarem por plataforma on-line

Por O Dia

Decisão de suspender temporariamente o pagamento de auxílios foi confirmada pela Secretaria da Casa Civil
Decisão de suspender temporariamente o pagamento de auxílios foi confirmada pela Secretaria da Casa Civil -
A decisão do governo estadual de suspender o pagamento de benefícios foi criticada por professores da rede pública de ensino. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) se manifestou contra a medida do Executivo.
O governo confirmou que, entre os cortes temporários, a partir da folha de maio, está o do auxílio-transporte. A Secretaria da Casa Civil informou que está cumprindo a legislação, já que esses são benefícios concedidos mediante atuação. E acrescentou ainda que a economia será de R$ 17 milhões por mês. 
A categoria afirmou que "o governo que retira auxílios é o mesmo que quer obrigar professores a entrar numa plataforma on-line utilizando-se de recursos próprios de dados de internet". E declarou aos educadores que "está empenhando todos os esforços para a manutenção dos auxílios que compõem o salário dos profissionais de educação das escolas estaduais".
"Esta atitude por parte do governo estadual, que corre o risco de ser seguida pelas prefeituras, caminha na contramão em um momento em que o país busca a implementação de medidas protetivas aos trabalhadores", escreveu a entidade, por meio de nota.
Além disso, o Sepe defendeu que os "auxílios transporte, alimentação, difícil acesso, entre outros, não são privilégios para uma categoria que, além de ter salários baixos, está há seis anos sem reajustes".
E acrescentou que, durante o isolamento, os gastos têm aumentado: "As rotinas familiares se modificaram e na maioria dos casos houve aumento significativo dos gastos com a alimentação de filhos que outrora almoçavam nas escolas ou bandejões de universidades, com o aumento do uso de energia elétrica e demais gastos associados à permanência em casa". 

Comentários