Rodrigo Maia já fala em outro projeto de socorro a estados

Demora de sanção de Bolsonaro piora situação dos entes; Rio aguarda R$ 2,5 bi

Por PALOMA SAVEDRA

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia disse que Bolsonaro deve ter suas razões para não ter sancionado texto
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia disse que Bolsonaro deve ter suas razões para não ter sancionado texto -

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já fala na possibilidade de o Congresso ter que votar um outro projeto que viabilize socorro financeiro aos estados e municípios. Ontem, Maia deu essa sinalização ao falar sobre a demora do presidente Jair Bolsonaro em sancionar o texto já aprovado pelo Legislativo (em 2 de maio no Senado, e no dia 5, na Câmara). A proposta garante o desembolso de R$ 60 bilhões pela União somente para repasse direto aos entes.

O Estado do Rio, por exemplo, aguarda a sanção de Bolsonaro à lei para receber a sua fatia: o valor de R$ 2,5 bilhões, sendo que a quantia é bem abaixo do necessário para cobrir o buraco nas contas e garantir salários até o fim do ano.

Urgência

Maia disse esperar que a sanção saia esta semana. Mas, ainda assim, considera que há demora, já que o Parlamento 'correu' para dar sinal verde à medida diante da urgência dos estados.

Apoio de veto a reajuste

Amanhã, inclusive, Bolsonaro tem reunião com governadores. Alguns parlamentares acreditam que, antes de bater o martelo sobre a lei, ele quer um compromisso dos chefes dos governos estaduais pelo apoio ao veto a reajuste.

Isso porque o projeto tem uma contrapartida de congelamento salarial até o fim de 2021. O Congresso, porém, blindou dessa medida a Saúde, Segurança e outras áreas. Bolsonaro, porém, disse que vai vetar esse trecho.

"O presidente deve ter seus motivos. Agora, quanto mais adiar o apoio a estados e municípios, como a arrecadação vem caindo, alguns vão ficar em uma situação muito ruim, e isso pode gerar uma necessidade de uma segunda medida de apoio", disse Maia, que acrescentou: "Não seria o ideal".

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