João Victor, de 17 anos, está desaparecido há 6 dias. Morador de Maricá, ele saiu de casa para visitar um amigo e não retornou
João Victor, de 17 anos, está desaparecido há 6 dias. Morador de Maricá, ele saiu de casa para visitar um amigo e não retornouArquivo Pessoal
Por Charles Rodrigues
Há seis dias, familiares e amigos se mobilizam para encontrar o paradeiro do adolescente João Victor da Rosa Costa Abreu, 17 anos, que desapareceu após sair de casa para visitar um amigo, no bairro Flamengo, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio.
De acordo com familiares, devido à pandemia, João Victor se mantinha recluso em casa, mas, vez ou outra, gostava de sair para conversar com os amigos. Contudo, eles temem que o adolescente tenha sofrido um surto psicótico, já que faz uso de remédios controlados.
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Victor saiu de casa, na manhã do dia 1 de abril, vestindo short, camisa de malha com desenho do Cristo nas costas, e chinelos. O adolescente não tinha aparelho celular. Além da divulgação nas redes sociais, familiares e amigos estão afixando cartazes em postes, praças, pontos de ônibus e transportes coletivos. Policiais da 82ª DP ( Maricá) investigam o caso.
‘Quero meu filho, vivo ou morto’
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Abalada com o repentino sumiço do filho, a estudante de enfermagem Elaine Fernandes Rosa, de 41 anos, está vivendo à base de remédios calmantes e sem dormir. “É muito difícil viver assim, sem notícias, tendo que lidar com a ausência de um filho. Tememos que ele possa ter sofrido um surto e esteja perambulando pelas ruas. Quero meu filho, vivo ou morto”, disse, emocionada, a mãe do adolescente. "Ele estava feliz e sonha em seguir carreira nas Forças Armadas", completou.  
Informações desencontradas
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Focados nas buscas, amigos e familiares disseram que as informações sobre o sumiço de Victor estão desencontradas. “Já recebemos dezenas de informações. Já avistaram o Victor em diversos lugares, mas quando checamos, descobrimos que são inverídicas. Estamos acompanhando as investigações e confiamos no trabalho da polícia”, contou uma amiga da família. A polícia já ouviu familiares e realiza diligências para encontrar o paradeiro do adolescente. Informações sobre o caso podem ser repassadas aos telefones 190 (PM), 3731-9965 / 9952 (82ª DP) ou 2253-1177 (Disque-Denúncia).
Casos de desaparecimentos de adolescentes têm maior número de registros, segundo Ministério Público
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Em janeiro e fevereiro deste ano, foram registrados 676 desaparecidos no Estado do Rio de janeiro, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP). Contudo, conforme dados do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o desaparecimentos de adolescentes, entre 12 a 17 anos, correspondem a cerca de 29% dos casos registrados, sendo o maior índice relativo no universo da pesquisa, que abrange cerca de 27 mil casos relatados.