Maria Rebello desabafa e questiona investigações sobre morte do filho, João Rebello: Sem respostasReprodução / Instagram

Rio - A mãe do ex-ator mirim João Rebello, Maria Rebello, utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (7), para desabafar sobre o assassinato do filho, que aconteceu há duas semanas em Trancoso, na Bahia. Ela também questionou as investigações policiais, dizendo estar 'sem respostas' como 'milhares' de famílias do país.

"Amigos, sou eu mesma que estou escrevendo. Quero agradecer a todos que dedicaram um carinho por mim e por meu filho. Vou ficar um tempo flutuando, talvez não apareça tanto para brincar, festejar, receber os amigos pra amar a vida!", iniciou Maria na legenda da publicação.

"Não estou amando a vida, hoje fazem 2 semanas que meu filho foi EXECUTADO, 12 tiros! No óbito a morte foi no tórax. 'Ah, foi engano', diz a polícia de Trancoso, Porto Seguro. O João é contra pena de morte, contra armas, contra violência, contra a falta de educação! Ele é ator, diretor, DJ, VJ e vivia pra fazer festa pra se divertir e divertir os amigos tocando sua música! Espiritualista e espiritualizado! Apaixonado por seu filho, por sua irmã, por sua Karine e por sua 'mãezin', como me chamava", continuou.

"Estamos trabalhando para a justiça ser feita! Já sabemos que foi engano, mas como [se foi] morto numa praça famosa de Trancoso, cidade turística - 'paraíso' - às 17h30 de uma quinta feira qualquer esperando turistas para curtir o 'paraíso'. Quem eles queriam matar??? Não sei… Essa minha dor não está sozinha, há milhares de mães sem respostas pela violência desse país de m*rd*! No momento não quero cultivar a ira, mas estou destroçada, vazia, sem fé e com muita saudade da viagem planejada de 2025 que iríamos fazer. Te amo, meu Johny", finalizou.

Entenda

João morreu aos 45 anos na noite de 24 de outubro. Segundo testemunhas, a vítima estava em um carro ao lado de sua propriedade, quando dois homens se aproximaram em uma moto e atiraram à queima-roupa. O enterro do DJ aconteceu no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio, no dia 27 do mesmo mês.
A Polícia Civil afasta qualquer possibilidade de envolvimento do ex-ator mirim com o crime organizado. A principal hipótese, neste momento, é que ele tenha sido morto por engano, como relatou a mãe da vítima.
Na última quinta-feira (31), um dos suspeitos no envolvimento do crime, Wallace Santos Oliveira, conhecido como "WL", se entregou à polícia. O homem se apresentou na 3ª Delegacia Territorial (DT/Trancoso) acompanhado de um advogado. A informação foi publicada pelo jornal baiano "Correio". Os suspeitos Felipe Souza Bruno, conhecido como "Zingue", e Anderson Nascimento Sena, conhecido como "Danda" seguem foragidos.

O ex-ator integrou os elencos de "Bebê a Bordo" (1989), "Vamp" (1991), "Cambalacho" (1986), "Deus nos Acuda" (1992) e "Zazá" (1997). Ele era sobrinho do diretor Jorge Fernando (1955-2019). Depois da atuação, João seguiu a carreira de produtor musical e audiovisual. Ele utilizava o apelido "DJ Vunje" e compartilhava vídeos de apresentações e clipes que editava para diferentes projetos.