
Quem nunca fez uma loucura por amor que atire a primeira pedra! Estar apaixonada, sentir as famosas borboletas no estômago é uma das grandes satisfações humanas, mas a psicóloga Paula Dutra (@pauladutraatitude) explica que não somos capazes de suportar até quatro meses de paixão. Nesse período o corpo passa por uma série de alterações químicas que atrapalham a memória, a concentração e até o rendimento no trabalho. A linha entre amor e obsessão pode ser tênue e é preciso estar atenta aos sinais.
- Existem alguns transtornos psiquiátricos que podem estar ligados à síndrome de borderline – a mais comum nesses casos -, ao transtorno bipolar e até à esquizofrenia. Nestas situações, o ‘objeto amado’ é tão amado que precisa ser capturado e quando essa captura não é concretizada, o quadro pode ficar perigoso – explica a especialista.
Um dos primeiros sinais de que o relacionamento não está saudável é o comportamento obsessivo, no qual uma das partes começa a abrir mão da sua própria vida, a não ter a individualidade e a investir todo o seu tempo para controlar a os passos do outro. Neste momento o ciúme ultrapassa a linha do que é considerado normal e se transforma numa patologia.
O parceiro ou parceria não pode sair sozinho, existe um controle das pessoas com quem ele ou ela fala ao telefone ou se comunica nas redes sociais e também uma preocupação exagerada com os horários em que ele ou ela chega ou sai de casa. Isso tudo acontece sem que haja indício de traição. Em condições extremas, esse super controle pode culminar em agressões. Paula explica também que o transtorno de borderline tem a ver com a personalidade, diferente do transtorno bipolar, que está ligado a alterações repentinas no humor.
- Quem sofre com borderline tem dificuldades nos relacionamentos amorosos porque não consegue manter vínculos verdadeiros, a pessoa manipula a relação e quer trazer esse objeto (o ser humano) para a vida dela. A manipulação é o grande veículo dessa relação - esclarece.
A dopamina e a ocitocina são substâncias produzidas pelos dependentes químicos e estão associadas ao prazer e à recompensa, os apaixonados produzem essas mesmas substâncias em maior quantidade, por isso, quando a relação se quebra há também um sentimento de abstinência, assim como acontece com o dependente químico que fica sem o álcool ou a droga.
Veja abaixo cinco sintomas de um amor obcecado:
- Sente abstinência quando está longe do parceiro
- Tem a sensação de que cuida dele mais do que devia
- Não consegue parar de pensar nele
- Muda seus planos, compromissos pessoais e profissionais em nome do parceiro
- Gasta tempo controlando o parceiro
A psicóloga ressalta que fazer uma loucura por amor pode ser maravilhoso enquanto está sendo bom para as duas partes.
- A partir do momento que envolve sofrimento, é hora de acender o alerta para buscar ajuda profissional ou ponderar se esta relação vale realmente a pena – conclui.