Saiba como acabar com o incômodo vaginal

Estresse pode facilitar o surgimento da candidíase

Por O Dia

Candidíase
Candidíase -

Rio - Um problema que quase toda mulher já passou ou ainda vai ter. Sabe aquele incômodo ou "coceirinha" na área genital? Isso pode ser candidíase, um velho conhecido nosso. O objetivo da coluna é ajudar. Então, hoje vamos quebrar o tabu e falar sobre esse assunto. A médica Rubina Lúcia Fassio, ginecologista e chefe do serviço de Uroginecologia do Hospital São Vicente de Paulo, explicou como identificar e resolver o problema.

O que é a candidíase?

Esta é uma infecção na mucosa vaginal causada por um fungo, conhecido como Candida. A candidíase afeta as mulheres exatamente nos períodos mais críticos em que ocorre a TPM, quando há mudança do PH vaginal, quando a vagina fica mais ácida. É justamente quando há mais facilidade em desenvolver a doença. Ela é um fungo que já é próprio do canal vaginal, já existe junto com as células de defesa e nesses períodos em as mulheres ficam mais tensas, mais estressadas, podem desenvolver o processo infeccioso fúngico, que afeta particularmente mulheres muito ansiosas.

Quais são os principais sintomas?

A candidíase é um corrimento que pode ter características diferentes: um corrimento amarelado, pastoso, espesso ou pode ser branco, grumoso, em pequena ou grande quantidade. Esse corrimento causa uma irritação tanto na mucosa vulvar quanto na vaginal, provocando ardor, queimação e coceira. A mucosa fica avermelhada, machucada. A infecção pode causar fissuras e cortes na vulva.

Como podemos evitar?

Esse é o tipo de infeção que a maioria das mulheres já teve ou vai ter. Esse fungo faz parte da flora da vagina. Quando o PH está equilibrado, não há infecção. Porém, quando existe um desequilíbrio emocional, o PH se modifica. Há um desequilíbrio da flora vaginal: as células de defesa ficam em menor quantidade.. Hoje, encontramos uma incidência de Candida muito grande, justamente por conta do estresse. A dica para evitar a candidíase é manter uma boa higienização, arejar a região, dormir sem roupas íntimas. Oriento minhas pacientes para que não façam uso constante de absorventes, evitem ficar o dia inteiro com calças muito justas e sempre recomendo a higienização antes e depois da relação sexual.

Qual é o tratamento?

Existem os tratamentos com antifúngicos, que são são os mais usados. Antigamente, os tratamentos eram mais longos, duravam de sete a quatorze dias, em média, mas já trabalhamos com medicamentos em dose única, tanto orais quanto locais. Usamos óvulos ou cremes vaginais de uso local. Mas existem os casos em que as pacientes têm reincidência, então optamos por tratamentos mais longos com cremes vaginais. É importante consultar um médico para saber qual o tratamento adequado.

Dicas e Truques

Parece improvável, mas o estresse pode causar o problema! A ginecologista Rubina Lúcia Fassio deixa uma dica muito importante: "Evite a tensão. Recomendo que se tire uma ou duas horas por dia para fazer alguma coisa que goste, que dê prazer. Mesmo que não seja possível todos os dias, que ela faça no final de semana ou algumas vezes durante a semana. Isso é muito importante para o emocional das mulheres, que é muito comprometido por atividades intensas que as mulheres têm: cuidar de filho, da casa, do lado profissional".

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Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração  -   Dalai Lama

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