Filhos: como trabalhar fora e lidar com a dependência emocional das criançasDivulgação

Olá, meninas!
Um dos maiores desafios para a mulher que é mãe e tem uma carreira profissional é ter que estar longe dos filhos. Infelizmente precisamos abrir mão de um precioso tempo com as crianças em busca de uma boa colocação no mercado de trabalho e o crescimento da carreira. Somos muito apegadas aos nossos pequenos, mas os tempos são outros e a mulher não é só dona de casa, muitas são chefes da família.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostram que até 2030, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer. O estudo estima em 11 anos, 64,3% das mulheres consideradas em idade ativa, entre 17 e 70 anos, estarão empregadas ou buscando trabalho. De acordo com a Pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, mudanças culturais, a conquista de direitos e um maior investimento em educação pelas mulheres explicam esse novo cenário.
Com isso, muitas mulheres com bebês e crianças pequenas precisam tomar uma difícil decisão: com quem deixar os filhos? Algumas preferem deixar com os avós, outras com babás, e algumas optam pela escola infantil. E é nessa fase que se inicia o “desgrude” da criança, o que nem sempre é fácil. Para o filho, a mãe representa nutrição, proteção, conforto, amor e carinho. Portanto, neste período de “afastamento”, é normal a criança sentir falta da mãe, ter medo e mudar o comportamento.
Como deixar seu filho mais seguro
A mãe pode ir preparando a criança desde cedo, mostrando que outras pessoas também são capazes de cuidar dela. Entre as opções estão: deixar os filhos mais tempo com os avós ou com os padrinhos, aproveitar para passear um pouco, se cuidar, sair com os amigos e até ter um momento a sós com o marido.
Com o tempo, a criança vai perceber que a mãe se ausenta, mas volta e será uma boa escolha para todos. De acordo com Stella Azulay, CEO da Escola de Pais XD, ao sair, a mãe deve sempre se despedir e explicar que vai voltar. Se você for embora sem falar com o filho, ele não vai compreender e isso pode gerar insegurança e perda de confiança.
- Mesmo que seja um bebê, converse com ele. Diga que precisa ir trabalhar ou fazer alguma coisa na rua, mas que irá retornar. Quando deixar a criança na escola ou com outra pessoa, não demonstre tristeza ou angústia. Qualquer sentimento que você tiver irá transmitir ao seu filho. Portanto, seja firme. Diga que o ama, que ele ficará bem e que mais tarde irá buscá-lo - orienta a especialista.
Uma dica importante para estimular a independência da criança é fazer com que ela valorize o seu próprio espaço.
- Deixe claro que ela tem a sua cama, o seu quarto e os seus objetos. Concessões podem ser feitas, como dormir uma noite ou outra com os pais. Mas é fundamental que ela já comece a ter noções de discernimento e entenda que certas coisas não podem ser feitas sempre que ela tiver vontade – reforça Stella.
Outra boa dica é incentivar a realização de tarefas que ela já possa fazer sozinha, como escovar os dentes, se vestir e tomar banho. Peça ajuda em funções que sejam apropriadas à idade dela, seja arrumando a mesa, guardando os brinquedos, regando as plantas, dando comida ao cachorro, entre outras. Isso ajudará no seu desenvolvimento.

- Se ela estiver com receio de realizar alguma tarefa, primeiro entenda a razão deste medo e a encoraje a enfrentar a situação. É importante que a criança já saiba que virão outros medos ao longo da vida, mas que ela esteja preparada para encará-los e tentar superar – explica a educadora.
Por que o excesso de zelo é prejudicial?
Segundo Stella Azulay, crianças criadas com excesso de zelo podem ter ainda mais dificuldade na adaptação da ausência da mãe.
- Vale dizer que excesso de zelo é quando a mãe dá tudo o que o filho quer, tem dificuldade de dizer ‘não’ e de impor limites à criança. O carinho e a atenção dos pais são fundamentais, mas a falta de limites torna a criança mimada, insegura e irresponsável. Os filhos precisam entender, desde a infância, até onde podem ir, e que as cobranças fazem parte da vida – explica Stella.
É um período muito difícil para todas nós! Nós vamos sofrer sim. Mas é muito importante estimular a independência de seu filho. Nós criamos filhos para o mundo e faz parte da nossa responsabilidade transformar eles em adultos seguros e maduros.
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