Bolsonaro e Haddad comentam os rumos do país caso sejam eleitos

Presidenciáveis participaram de entrevista no Jornal Nacional

Por O Dia

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm as maiores taxas de rejeição registradas nas pesquisas
Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm as maiores taxas de rejeição registradas nas pesquisas -

Rio - Os presidenciáveis Jair Bolsonaro e Fernando Haddad comentaram os rumos do país caso sejam eleitos. Os dois concederam entrevista para o Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta segunda-feira.

O candidato do PSL afirmou que pretende unir o País se for eleito ao Planalto. Ele também repreendeu publicamente o vice na sua chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), ao comentar declarações polêmicas. "Ele é general, eu sou o capitão, mas o presidente sou eu", disse.

Ele disse ainda que falta tato ao vice e que ele foi infeliz em falas recentes. Bolsonaro errou ainda o nome de Mourão duas vezes - o chamou de Augusto, em vez de Hamilton.

Em um aceno ao eleitorado no Nordeste, Bolsonaro disse que é uma fake news dizer que ele vai acabar com o Bolsa Família. Ele agradeceu ainda os votos "de lideranças evangélicas, do homem do campo, dos caminhoneiros, de membros das forças armadas e policiais".

Bolsonaro se comprometeu ainda que não pretendem recriar a CPMF e prometeu isentar de pagamento de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos. 

Já Haddad afirmou que reviu seu posicionamento sobre a Constituinte exclusiva proposta pelo plano de governo do partido. "Revimos o posicionamento. As reformas serão feitas por emenda constitucional", disse.

O candidato defendeu três reformas econômicas com aprovação do Congresso: tributária, bancária e fim do teto de gastos. "Quem paga imposto hoje no Brasil é o pobre. Essa reforma será feita por emenda constitucional e prevê isenção de IR pra quem ganha até 5 salários mínimos", disse Haddad, que defendeu também uma reforma bancária para reduzir juros de empresários e trabalhadores.

O ex-prefeito de São Paulo também se distanciou do ex-ministro José Dirceu, que declarou que era "questão de tempo para o PT tomar o poder" em entrevista ao diário espanhol 'El País'. O ex-ministro não participa da campanha e não participará do meu governo", declarou Haddad.

Mais cedo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann disse que partido está disposto a conversar com mais legendas, "sem restrições", buscando aquelas que queiram aderir à campanha de Haddad na segunda etapa da disputa e, entre as propostas que poderiam ser revistas, estava a da Constituinte exclusiva. "Vamos sentar com os partidos e, possivelmente, a gente tenha que fazer uma revisão, porque há uma solicitação para que isso não conste (no programa)", declarou Gleisi. 

*Com informações do Estadão Conteúdo