Ato pró-Haddad e Manuela D'Ávila reúne milhares de pessoas na Lapa

Cantores e compositores Gilberto Gil e Chico Buarque, entre outros artistas e lideranças, também participaram do evento que faz parte da campanha do candidato a presidência Fernando Haddad

Por O Dia

Multidão toma os Arcos da Lapa, no RJ, para prestar apoio a Haddad e Manuela D'Ávila
Multidão toma os Arcos da Lapa, no RJ, para prestar apoio a Haddad e Manuela D'Ávila -

Rio - O evento nomeado de "Ato da Virada com Haddad e Manu - Brasil Pela Democracia" reuniu milhares de pessoas na Lapa, no Centro do Rio, na noite desta terça-feira. De acordo com a descrição do ato, a ação tem o objetivo de "ocupar as ruas com cores, causas, gritos por direitos e por igualdade social". O ato também tem o objetivo de dar uma guinada na campanha de Fernando Haddad nessa reta final das eleições, mirando uma virada contra Bolsonaro nas urnas.

Os cantores e compositores Gilberto Gil e Chico Buarque de Holanda, entre outros artistas e lideranças, como Benedita da Silva, Guilherme Boulos e Mano Brown, do grupo Racionais MC's, também participaram do evento. Outros atos como esse serão realizados em São Paulo nos dias 24 e 26 deste mês. 

Em discurso no encerramento, Hadda disse sentir, "desde ontem (segunda-feira)", um clima de "virada" no ar, defendeu que se "abrace" o eleitor de baixa renda que sempre votou no PT e voltou a atacar o adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

"Vamos ganhar a eleição. Não tenho dúvida", afirmou Haddad, logo no início do discurso, em um palco montado nos Arcos da Lapa, ponto turístico do bairro boêmio do Centro do Rio. "Bolsonaro disse em discurso transmitido na Avenida Paulista no domingo que, depois das eleições, eu teria dois destinos: a prisão ou o exílio. Resolvi derrotar Jair Bolsonaro no domingo", disse o petista.

O tom otimista inflamou o público - a organização falou, ao microfone, em 70 mil pessoas na praça abaixo dos Arcos da Lapa - e contrastou com o discurso do rapper Mano Brown. O cantor e compositor criticou o clima de festa e culpou a falha de comunicação do PT com os eleitores das classes populares pela eventual eleição de Bolsonaro, que considera definida. "Falar bem do PT para a torcida do PT é fácil. Tem uma multidão que não está aqui que precisa ser conquistada", disse o rapper.

Ao discursar no encerramento do ato, Haddad disse que entendia e respeitava o que disse Brown. "O que ele disse é sério", afirmou o candidato do PT, defendendo que é preciso "dar razão" às pessoas que estão votando em Bolsonaro não porque confiam nele, mas porque "estão desesperadas". "Temos que, nesta semana, abraçar essas pessoas, que sempre estiveram conosco", afirmou Haddad.

O petista também criticou Bolsonaro e sua recusa a participar de debates. Numa referência à entrevista com Bolsonaro transmitida nesta terça-feira pela afiliada do SBT no Piauí, em que Bolsonaro disse que era preciso acabar com o "coitadismo" das minorias, Haddad subiu o tom. "Jair, se olha no espelho. Coitado é você, que não passa de um soldadinho de araque que fala grosso porque tem gente armada em volta", afirmou Haddad, lembrando que Bolsonaro evitou os debates no segundo turno e citando o que chamou de falta de propostas, tanto como parlamentar quanto como candidato.

No fim do discurso, Haddad defendeu o direito à manifestação por parte dos movimentos sociais. Dirigindo-se ao candidato derrotado pelo Psol no primeiro turno e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o candidato do PT disse que Guilherme Boulos tem que ter o direito de se manifestar sem ser ameaçado. "No nosso governo, vá para as ruas, Boulos", exclamou Haddad.

Mais cedo, Haddad participou de um encontro das favelas no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, além de se encontrar com o cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta. "Já assumimos compromissos em defesa das instituições que combatem a corrupção, em defesa da democracia, em defesa do meio ambiente e em defesa da vida em sua integralidade. E aqui, particularmente no Rio de Janeiro, até como homenagem ao trabalho que essa pastoral vem fazendo, nós assumimos um compromisso adicional com um tema caro ao Dom Orani que é a regularização fundiária das favelas", disse Haddad antes de formalizar a promessa, assinando um documento. Durante o encontro, o candidato também recebeu manifestação de apoio de jovens católicos que lhe entregaram um livro de presente. 

Com informações do Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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Multidão toma os Arcos da Lapa, no RJ, para prestar apoio a Haddad e Manuela D'Ávila Pedro Rocha / Mídia Ninja
Ato da virada de Haddad e Manuela DÁvila reúne milhares de pessoas na Lapa Reprodução
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