Equipe de Bolsonaro discute abrir mão de Rolls-Royce na cerimônia de posse

Veículo tradicionalmente utilizado no percurso pela Esplanada dos Ministérios foi recebido pelo Brasil de presente do governo britânico, em 1953

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Rolls-Royce da Presidência da República, modelo Silver Wraith (Espectro de Prata), ano 1952, desfila pelas ruas de Brasília, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia em 2007
Rolls-Royce da Presidência da República, modelo Silver Wraith (Espectro de Prata), ano 1952, desfila pelas ruas de Brasília, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia em 2007 -

São Paulo - A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), avalia a conveniência de usar carro aberto na cerimônia de posse, marcada para 1º de janeiro de 2019. O veículo tradicionalmente utilizado no percurso pela Esplanada dos Ministérios é um antigo Rolls-Royce que o Brasil recebeu de presente do governo britânico, em 1953.

A decisão ainda não foi tomada, embora Bolsonaro esteja inclinado a cumprir o ritual e a desfilar em carro aberto. Desde que levou uma facada ao participar de um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, o deputado tem sido aconselhado por aliados a se expor menos.

Além disso, a área de inteligência do governo detectou, recentemente, que Bolsonaro continua sob ameaça. Até agora, ele ainda não está convencido sobre como deve proceder no dia da posse. "Eu acredito que, para alguém que sofreu um atentado, o uso de carro aberto é tecnicamente contraindicado", disse o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP), presidente do PSL paulista e integrante do núcleo político de Bolsonaro. "É claro que o Rolls-Royce é tradicional, mas muitas vezes, ao se analisar o grau de risco, é preciso pesar os prós e os contras "

O Ministério da Defesa já encaminhou ao Comando da Aeronáutica autorização para que Bolsonaro possa pedir à Força Aérea Brasileira (FAB) aviões para deslocamentos no País e no exterior.

A decisão de solicitar essa autorização para o uso de aviões da FAB desde agora, dois meses antes da posse, foi motivada pela preocupação do presidente da República eleito e da própria Polícia Federal com a sua segurança.