Uma mulher recebeu voz de prisão logo no início da votação deste domingo, 30, por suspeita de causar tumulto na fila da seção eleitoral na Faculdade Unieuro, em Águas Claras, no Distrito federal. Ela foi denunciada por uma eleitora, que disse ter sido "constrangida" pela mulher.
Segundo o juiz eleitoral substituto da 15ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, Franco Píccoli, a denunciada, que é fiscal de partido, abordou eleitores na sessão de votação pedindo que calassem a boca e não permanecessem no local.
Em entrevista coletiva, o juiz Hilmar Castelo Branco Raposo, da Coordenação de Fiscalização da Propaganda Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), afirmou que a "fiscal do partido se exacerbou, confundiu um pouco as suas funções, e acabou cometendo aquilo que a gente acredita ser um crime eleitoral".
A fiscal foi escoltada por policiais militares até a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde será ouvida e deverá assinar termo circunstanciado. De acordo com os artigos 296 e 297 do Código Eleitoral, promover desordem que prejudique os trabalhos eleitorais é crime. Nesses casos, a pena varia de 2 a 6 meses de detenção e pagamento de multa.
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